Post: Astronautas da Artemis II se tornam humanos que viajaram mais longe da Terra

Astronautas se preparam para observar regiões da Lua vistas apenas por meio de imagens captadas por satélites

 

Os quatro astronautas da missão lunar Artemis IIda Nasa se tornaram nesta segunda-feira (6) os seres humanos a voar a maior distância da Terra, enquanto se preparam para observar regiões da Lua vistas apenas por meio de imagens captadas por satélites.

A equipe da Artemis II bateu o recorde anterior de 400.171 quilômetros estabelecido pela missão Apolo 13 na década de 1970. Espera-se que ao longo do dia de hoje essa missão supere em mais de 6.600 quilômetros a marca anterior, para alcançar 406.778 quilômetros de distância.

O lado oculto da Lua

A missão de sobrevoo passará pelo lado oculto da Lua. Os astronautas da Apollo também o sobrevoaram, mas estavam muito perto para vê-lo por completo. A tripulação atual poderá observar regiões que até agora só foram capturadas por dispositivos robóticos de imagem.

Os astronautas treinaram durante anos para observar e descrever as formações geológicas da Lua com a maior precisão possível. Com essas informações, os cientistas da Nasa esperam descobrir novos detalhes sobre a composição e a história da Lua.

Eclipse solar e nascer da Terra

Perto do fim do sobrevoo, os astronautas presenciarão um fenômeno raro: um eclipse solar. Por cerca de 53 minutos, a espaçonave estará perfeitamente alinhada com a Lua e o Sol, o que fará com que a estrela desapareça de vista.

Eles terão então a oportunidade de estudar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que se tornará visível como uma espécie de halo luminoso. Também estarão atentos a possíveis flashes de luz causados por meteoritos que impactem a superfície lunar.

Em determinado momento, os astronautas poderão ver a Terra desaparecer e reaparecer atrás da Lua. Sua posição lhes permitiria recriar o famoso “Nascer da Terra” (“Earthrise”, em inglês), fotografado pela missão Apollo 8 em 1968. O astronauta William Anders, em sua foto icônica, capturou o azul brilhante da Terra contra a vasta escuridão do espaço, com a superfície monocromática e repleta de crateras da Lua em primeiro plano.

Informações do Correio do Povo e AFP

Foto: Handout / NASA / AFP / CP

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