Retirada de armas em Beirute e mediação dos EUA reforçam busca por estabilidade na região
O Líbano defendeu nas últimas 24 horas um cessar-fogo temporário para permitir negociações mais amplas com Israel, disse à Reuters uma autoridade libanêsa.
Segundo a fonte, a iniciativa seria uma via separada, mas baseada no mesmo modelo da trégua intermediada pelo Paquistão entre Estados Unidos e Irã.
A autoridade explicou que ainda não há data nem local definidos, mas que os EUA seriam necessários como mediadores e garantidores de qualquer acordo.
O comentário foi feito após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar que havia dado instruções para iniciar negociações diretas com o Líbano o quanto antes.
“Em vista dos repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, ontem instruí o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível”, disse Netanyahu em um comunicado.
O premiê pontuou que as negociações terão foco no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano. Além disso, destacou que Israel saúda o apelo feito nesta quarta pelo primeiro-ministro do Líbano para a desmilitarização de Beirute.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, ordenou nesta quinta-feira (9) que as forças de segurança retirem da capital as armas pertencentes a grupos armados, em uma medida direcionada ao grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Informações da CNN Brasil e Reuters
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