“Se você colocar predadores à mesa, as coisas não andam. Assim era a Casa Branca. Eles não estavam preocupados com questões fundamentais como plano de saúde e reforma tributária”. Não foi um opositor que disse isso, foi um ex-assessor da Casa da Branca no primeiro mandato de Trump. Esse trecho está na página 242 do livro Medo, do jornalista Bob Woodward, que desde os anos 70 faz cobertura da Casa Branca. Esse não é o único exemplo de fogo amigo. O ex-vice-presidente no primeiro governo Trump, Mike Pence afirmou que o presidente não respeita a constituição e os valores conservadores. No ano passado, Trump definiu aleatoriamente tarifas comerciais, abalando o mercado financeiro no mundo todo. Quis a todo custo ganhar o prêmio Nobel da Paz. Ameaçou anexar a Groenlândia com invasão por terra se necessário. Provocou uma guerra com o Irã e ontem publicou uma foto feita por inteligência artificial mostrando-o como Jesus Cristo curando uma pessoa, em claro desafio ao Papa Leão XIV, que fez o que todos papas fazem: pregam a paz. Com isso, Trump conseguiu abalar uma parte da sua própria base eleitoral: os religiosos. O presidente obteve o improvável, desagradou aliados.
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