Colombianos, equatorianos e bolivianos foram retirados do país em avião da Força Aérea chilena
O presidente do Chile José Antonio Kast começou a cumprir sua promessa de campanha de expulsar imigrantes irregulares e realizou o primeiro voo de deportação de estrangeiros nesta quinta-feira (16).
O voo da Força Aérea do Chile, com 40 imigrantes, partiu da capital Santiago e fez uma escala em Iquique, no norte do país, de onde decolou rumo a La Paz, na Bolívia. Depois, a aeronave partirá para Guayaquil, no Equador, e Bogotá, na Colômbia.
Dos estrangeiros expulsos do país, 19 são colombianos, 17 bolivianos e 4 equatorianos. Destes, 30 contam com antecedentes de crimes ou condutas de “alta gravidade”, segundo o ministério do Interior.
As autoridades chilenas afirmam que as expulsões, em voos ou de ônibus, serão frequentes.
“Não se trata de uma ação isolada, mas sim do começo de um esforço permanente do Estado para restabelecer a ordem migratória, com procedimentos regulares, coordenação interinstitucional e uma presença operativa diante da entrada irregular e de quem deva abandonar o país por resolução administrativa ou judicial”, afirma a pasta.
De acordo com o subsecretário do Interior do país, além dos voos de expulsão, o governo aumentará as fiscalizações para o cumprimento da lei migratória e publicará quinzenalmente informações das pessoas que devem deixar o país.
A administração de Kast também informou que dará início a uma agenda legislativa para facilitar as expulsões e tipificar a imigração irregular como um crime, e que criará um mecanismo para incentivar a saída voluntária de estrangeiros do país.
De acordo com o Serviço Nacional de Migrações do Chile, o primeiro mês do governo Kast teve 67% menos de entradas irregulares no país do que as registradas há quatro anos.
O organismo também afirma que as expulsões aumentaram 33% no último mês e que desde a vitória do atual presidente nas urnas, 2.180 venezuelanos deixaram o país voluntariamente.
Nesta quarta-feira (16), em seu primeiro discurso em rede nacional, Kast afirmou que recebeu o país com cerca de 300 mil imigrantes irregulares e afirmou que seu plano “Escudo Fronteiriço” já tem resultado da diminuição das entradas não autorizadas de estrangeiros.
Desde o início do atual governo, um fosso começou a ser construído na fronteira norte do país para impedir a entrada de migrantes. Também está prevista a construção de muros e o uso de tecnologia para reforçar os controles nas fronteiras com o Peru e com a Bolívia.
Informações da CNN Brasil
Foto: Ministério do Interior do Chile







