Post: Audiência pública debate segurança no acesso a Monte Bérico pela ERS-122, em Caxias do Sul

O plenário Nadyr Rossetti da Câmara de Vereadores ficou lotado na noite dessa segunda-feira, (18), durante audiência pública para debater o trevo de acesso a Monte Bérico, na ERS-122, a Rota do Sol, em Caxias do Sul.
Com faixas e cartazes, dezenas de moradores reclamaram das obras de duplicação da rodovia em execução pela CSG. No trevo de acesso à Monte Bérico, está prevista a construção de uma rótula alongada para facilitar o trânsito dos veículos na rodovia e assegurar a segurança da entrada e saída do bairro. A comunidade protesta contra a retirada de semáforos do entroncamento, lugar que ficou conhecido pelos acidentes de trânsito, muitos deles com vítimas fatais.
Depois de muitos anos, um acordo judicial entre a Secretaria de Trânsito e o Daer garantiu a instalação de sinaleiras no local em 2014, medida que diminuiu o número de acidentes. A retirada do sistema semafórico deixou a comunidade novamente apreensiva: “Não aceitamos que o progresso de Caxias do Sul seja pavimentado com risco da nossa comunidade. A vida de quem transita por Monte Bérico e Santa Lúcia deve ser prioridade absoluta. Buscamos respostas e clamamos por segurança e nosso direito de transitar”, salientou a representante da comunidade Nádia Mendes, ao ocupar a tribuna.
O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação do Legislativo, vereador João Uez/Republicanos, criticou a falta de representantes do governo do Estado na audiência pública. “Se ali ocorrer alguma morte em função da retirada da sinaleira e não uma construção de um viaduto ou de uma elevada só se tem um nome para o responsável dessa morte: Eduardo Leite”, afirmou o parlamentar.
Representando a comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa, o deputado Pepe Vargas-PT sugere o encaminhamento de um pedido de construção de uma elevada ao governo do Estado. “O Estado com os recursos do fundo de reconstrução, tem R$ 14 bilhões de reais no fundo de reconstrução. É muito simples, o Estado assume a construção dessa elevada que é uma solução definitiva”, explica o deputado.
Segundo o representante da concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) Ricardo Peres, o contrato de duplicação da rodovia prevê a construção de uma rotatória alongada no entroncamento, fruto de estudos de técnicos e projetistas da concessionária. Ao ocupar a tribuna, o diretor-administrativo da CSG afirmou que a obra não comporta o semáforo porque o cruzamento alongado não é transversal e que a rotatória alongada resolveria o problema no entroncamento para os próximos 20 anos, conforme estudos da concessionária. Peres mencionou também que a construção de viadutos ou elevadas não está prevista nos custos da obra – o que poderia até acarretar um aumento da tarifa dos pedágios.
“É lógico que a elevada é muito mais segura, não existe nenhum tipo de cruzamento mais seguro do que um cruzamento em desnível onde você separa o fluxo da rodovia num nível de baixo e no nível de cima, você faz o cruzamento da rodovia, porém isso não está no nosso contrato, o que está sendo colocado ali é o que está no preço do pedágio hoje”, esclarece o diretor da CSG.
Os moradores do bairro entregaram um abaixo-assinado aos deputados solicitando a permanência dos semáforos no trecho.  Outra sugestão da comunidade é a construção de uma elevada ou viaduto para garantir a segurança no trânsito de quem entra e sai do bairro.
Como encaminhamento da reunião, foi definida a solicitação de uma audiência com o governador do Estado e representantes do DAER sobre o tema. Os moradores também vão pedir junto ao Ministério Público a suspensão provisória das obras no local para evitar a retirada das sinaleiras do trevo.
A reunião foi uma iniciativa da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação da Câmara Municipal, em parceira com a Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa do Estado.
Foto: Guilherme de Paula

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