Flávio conseguiu o que queria. Nessa semana, ele se encontrou com o presidente Trump. Mais do qualquer assunto, a foto é o troféu de Flávio. Na conversa, o senador e pré-candidato pediu e conseguiu que os Estados Unidos passem a designar as facções criminosas como organizações terroristas. Mas o que pode acontecer aqui no Brasil? O combate ao crime vai melhorar? Fiz essa pergunta para três criminalistas. Todos foram unânimes em afirmar que é improvável que o crime organizado perca fôlego. O combate deve ser feito pelas forças locais e não por alguém de fora. E não, de imediato nada muda. As facções continuam atormentando a gente, mas não é a mudança de designação que vai fazer elas recuarem, é preciso uma ação mais firme contra o crime. Eles alertam sobre a possibilidade de os Estados Unidos fazerem operações secretas sem o conhecimento do governo brasileiro. O certo é que o tema foi pro centro do tabuleiro da campanha. Os pré-candidatos de direita apoiam a medida enquanto Lula diz que não aceitará “ser tratado como moleque pelos Estados Unidos”.
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