Post: Oficina de Expressão Corporal ministrada por Beatriz Peruffo ocorre em 27 de junho em Bento Gonçalves

Atividade faz parte do projeto “Falando de Mulher” que promove teatro, reflexão e comunicação

No dia 27 de junho, na Fundação Casa das Artes, das 14h às 16h, ocorre a Oficina de Expressão Corporal, ministrada pela multiprofissional Beatriz Peruffo.

Referência feminina em Bento Gonçalves e região, Beatriz é Mestra em Comunicação, palestrante, atriz, advogada entre outros títulos, e na atividade mencionada vai desenvolver habilidades de comunicação não verbal para mulheres, focando nas expressões faciais, nos gestos, na postura.

As inscrições para participar já estão abertas no Sympla e são gratuitas. A organização pede a doação de 1 kh de alimento não perecível que será destinado para o Lar da Caridade.

Solicita-se levar almofada e usar roupas leves como abrigo e tênis, pois serão realizados exercícios.

“É uma estratégia de comunicação focada no não dito e de como passar as mensagens com o corpo. Muitas vezes, o verbalizar não diz tudo e o corpo traz outros sinais. Isso ajuda a melhorar os relacionamentos entre homens e mulheres, de serem mais democráticos”, comenta Beatriz.

A Oficina de Expressão Corporal faz parte do projeto “Falando da Mulher” financiado pelo Fundo Municipal de Cultura de Bento Gonçalves, com investimento de R$ 30 mil, por meio da categoria Cultura em Toda Parte – Ações Culturais em Territórios Periféricos, Áreas Rurais e Distritos, proposto pela empresa Beatriz Peruffo Desenvolvimento LTDA e conta com produção cultural de Fernanda Tomasi.

A peça de teatro itinerou nos distritos de Bento Gonçalves no mês de maio. Criada há mais de 15 anos, “Falando de Mulher” traz três personagens que representam diferentes realidades femininas: a noiva, a mãe e a empresária.

A partir dessas figuras, situações marcantes do cotidiano são apresentadas ao público, trazendo à tona experiências e conflitos que fazem parte da vida de muitas mulheres.

“Foi uma experiência fantástica. Muitas vezes as mulheres no interior tem dificuldades diante da distância de participar na Casa das Artes e nos locais onde normalmente tem as apresentações. Isso facilitou muito a participação delas. A arte foi para o interior fortalecendo o território. Meu agradecimento ao Fundo por ter auxiliado na ampliação de diferentes públicos”, enfatiza Beatriz.

Após cada encenação, era realizado um bate-papo com o público nos quatro distritos. Do diálogo, o feedback tem-se miscelânea de identificações seja com a noiva, mais sonhadora, se o relacionamento vai dar certo ou não, a mãe, que se preocupa com a família, com a organização do cotidiano e a empreendedora, cuida das suas finanças.

“A peça segue atual e cria conexões significativas: elas se veem neste jogo que muitas têm reflexos sobre as suas próprias trajetórias. Principalmente neste período onde os homens agressores ainda acham que as mulheres são suas propriedades, num sentimento perverso de posse. O que o palco nos permite mostrar é a construção de respeito e de afetos, de sonhos e de renúncias, de acertos e frustrações. E de muito respeito: assim, queremos fortalecer a autoestima, a coragem e o protagonismo da mulher”, destaca Beatriz.

Foto: Divulgação

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