Participação de animais do sexo feminino entre os abates totais alcançou 49,9%; desempenho já era projetado pela DATAGRO Pecuária
O Brasil abateu 10,29 milhões de cabeças de bovinos no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado e o melhor resultado para os primeiros três meses de qualquer ano da série histórica.
Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, por outro lado, o volume de abates caiu 6,9%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo IBGE e consideram apenas as operações realizadas sob algum níivel de inspeção sanitária (municipal, estadual ou federal).
O abate gerou 2,63 milhões de toneladas de carcaças, aumento de 5,1% em comparação com o mesmo período de 2025, mas queda de 10,3% ante à quantidade auferida no trimestre imediatamente anterior.
No 1º trimestre de 2026, o peso médio de carcaças bovinas foi de 256,08 kg, alta trimestral de 1,7%, mas baixa anual de 3,6%.
Participação de fêmeas aumenta
O total de fêmeas abatidas alcançou 5,14 milhões de animais – praticamente metade (49,9%) do total de bovinos abatidos no 1º trimestre de 2026 –, aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025 e de 11,1% ante os três meses imediatamente anteriores.
O abate de novilhas (fêmeas com menos de 2 anos) correspondeu a 32,9% do total de animais do sexo feminino, o que equivale a 1,69 milhão de cabeças.
Após um aumento da participação de machos no abate de forma acentuada na segunda metade de 2025, a participação de fêmeas voltou voltou a crescer entre janeiro e março, quase que superando o abate de machos, fato ocorrido somente no 2° trimestre de 2025.
Esse cenário já era previsto pela DATAGRO Pecuária, que cravou a participação de fêmeas nos abates totais em janeiro (46,9%) e março (51,2%). Em fevereiro, a consultoria projetava 51,2%, levemente abaixo do resultado do IBGE (51,7%).
Para abril, a DATAGRO estima a participação de animais do sexo feminino em 50,7%. Esses dados são atualizados mensalmente no Brazil Beef Report/Beef Call, um dos produtos oferecidos aos clientes DATAGRO.
O abate de animais machos totalizou 5,15 milhões de cabeças nos primeiros três messes deste ano, sendo que os bois (machos com dois anos ou mais) representaram 91,7% desse montante.
O abate de machos adultos apresentou um acréscimo de 1,9%, enquanto o de novilhos aumentou 6,4% em comparação ao 1° trimestre de 2025.
Abates por regiões e estados
A Região Centro-Oeste apresentou a maior proporção de abate de bovinos no período (36% do total), seguida pelas Regiões Norte (23,9%), Sudeste (21,5%), Sul (9,4%) e Nordeste (9,1%).
O abate de cerca de 326,28 mil cabeças de bovinos a mais no 1º trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 21 das 27 Unidades da Federação (UFs).
Entre aquelas com participação acima de 1,0%, as variações positivas mais significativas ocorreram em: Mato Grosso (+135,11 mil cabeças), São Paulo (+128,20 mil cabeças), Pará (+36,34 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+20,03 mil cabeças) e Bahia (+16,35 mil cabeças). Em contrapartida, as principais quedas ocorreram em: Goiás (- 68,61 mil cabeças) e Mato Grosso do Sul (-32,64 mil cabeças).
No ranking das UFs, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,5% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).







