O Judiciário do Irã anunciou nesta quarta-feira (14) a realização de julgamentos “rápidos” e “públicos” de manifestantes presos durante os protestos contra o regime, em meio a crescentes temores de organizações internacionais sobre a aplicação em massa da pena de morte no país.
Segundo a Anistia Internacional e o Departamento de Estado dos Estados Unidos, há informações sobre a possível primeira execução de um manifestante detido, prevista para esta quarta. De acordo com autoridades americanas, mais de 10,6 mil pessoas foram presas desde o início das manifestações. Entre elas está Erfan Soltani, de 26 anos, cuja execução estaria marcada para esta data. A Anistia Internacional pediu que o Irã suspenda imediatamente todas as execuções.
O chefe do Judiciário iraniano, Gholamhosein Mohseni Ejei, visitou por cerca de cinco horas uma prisão em Teerã onde estão detidos manifestantes classificados pelo governo como “rebeldes”. Após a visita, ele reforçou o compromisso com julgamentos céleres, afirmando que crimes considerados graves devem ser tratados com rapidez pelo sistema judicial.
O anúncio intensifica a pressão internacional sobre Teerã, enquanto os protestos seguem gerando tensão interna e reações externas. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reiterado ameaças de intervenção militar desde o início das manifestações.
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