Post: Agrale anuncia mudanças na diretoria executiva

Foto Agrale, Divulgação

O atual diretor executivo da Agrale, Rogério Vacari, foi indicado para suceder a Hugo Zattera no comando da montadora. O anúncio foi feito pela empresa nesta segunda-feira (22). Vacari, que atua há 40 anos na companhia, assumirá a posição de diretor geral para liderar as operações nos próximos anos.

Hugo Zattera (foto) atuou por mais de 30 anos na condição de diretor superintendente da Agrale. Com o falecimento do fundador Francisco Stedile, também o sucedeu na presidência do Conselho de Administração. O executivo permanecerá como membro do Conselho de Administração, que passará a ser presidido pelo acionista Alfredo Stedile, filho do fundador.

O executivo ingressou no Grupo Stedile em 1968 como gerente da Importadora Auto Nordeste, então revendedora de veículos e pequenos tratores da então novata Agrale. Em 1969, com a liderança do sogro Francisco Stedile, fundou a Lavrale para a fabricação de implementos agrícolas e distribuição de tratores, empresa que liderou o processo de mecanização da agricultura na Serra Gaúcha.

Em 1996, após participar das negociações que conduziram à reestruturação do Grupo Stedile, assumiu a superintendência da Agrale e conduziu o processo de recuperação e expansão da companhia. Resultou daí a reestruturação e ampliação das linhas de produtos com foco em nichos específicos, especialmente de veículos que hoje representam seu principal negócio, dentre os quais a família de chassis próprios para encarroçamento de ônibus e a linha de viaturas Agrale Marruá para emprego especialmente pelas forças de defesa e segurança.

Também conduziu o movimento de veículos movidos a energias alternativas como o gás e, mais recentemente, elétricos, e a internacionalização dos mercados de atuação, incluída a instalação de uma fábrica de veículos e tratores na Argentina. Ainda esteve à frente de uma política de alianças, que resultou em acordos de cooperação com empresas como Navistar, Marcopolo, Zetor, Foton e outras.

Famiglia Valduga projeta alta de 10% nas vendas de tintos no inverno

Foto Grupo Famiglia Valduga, Divulgação

Além de movimentar o setor vitivinícola, o inverno reforça uma tendência que se repete a cada ano: a busca por vinhos mais estruturados e experiências gastronômicas na Serra Gaúcha. Motivo para que o Grupo Famiglia Valduga projete crescimento de 10% no período, tanto nas vendas de vinhos tintos quanto na procura por experiências de enoturismo.

Pioneira na introdução do enoturismo no Brasil, a Casa Valduga acompanha há mais de três décadas o comportamento dos consumidores e registra, ano após ano, aumento na procura por hospedagem, visitas guiadas e experiências de degustação. O complexo que o grupo mantém no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, é formado pela Pousada Boutique, com 31 apartamentos, além de atrações como o tour tradicional e o do espumante brasileiro, e duas experiências. Na gastronomia, abriga três operações e a NOI Gelato, primeira gelateria de vinícola do Brasil.

O diretor comercial do grupo, Nelsir Kuffel, relata que os tours e a hospedagem têm liderado o crescimento da demanda nesta época do ano. Frisa que as reservas já demonstram uma procura maior por parte dos consumidores em relação ao mesmo período do ano passado.

Randon exporta primeiros semirreboques para Indonésia

Foto Marcio Campos, Divulgação

A abertura do novo mercado, localizado no sudeste da Ásia, começa com o envio de unidades do modelo canavieiro, nas configurações rodotrem e tetratrem, que se difere das combinações convencionais por reunirem dois conjuntos de semirreboque e reboque reforçados conectados por meio de um dolly especial. O modelo tetratrem exportado pode transportar até 144 toneladas de carga, com peso bruto total combinado de 211 toneladas, com aplicação voltada para uma empresa do setor sucroenergético daquele país.

A Randon está realizando o embarque de protótipos para testes da parceira na Indonésia entre maio e junho, com previsão de envio do lote contratado de cerca de 174 produtos a partir de julho. A empresa é a principal exportadora brasileira de implementos rodoviários, com uma rede internacional composta por 190 pontos de distribuição e mais de 100 mil produtos internacionais comercializados ao longo de 77 anos.

Indústria de móveis de Bento Gonçalves inicia o ano com vendas retraídas

Foto Zéto Telöken, Divulgação

O polo moveleiro de Bento Gonçalves iniciou 2026 em ritmo mais lento, refletindo um cenário de cautela diante das oscilações econômicas nacionais e internacionais. Mesmo com saldo positivo na geração de empregos, o segmento registrou retração no faturamento e nas exportações no comparativo com o primeiro trimestre de 2025. Consumo interno moderado, juros elevados, pressão sobre custos produtivos e incertezas no comércio global são alguns dos fatores que influenciam esse desempenho.

Conforme apuração do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Bento Gonçalves (Sindmóveis) junto à Secretaria da Fazenda, o faturamento nominal das cerca de 300 empresas da região somou cerca de R$ 803 milhões entre janeiro e março de 2026, representando queda de 3,87% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A presidente Cíntia Weirich define o período inicial como nada animador para o polo moveleiro de Bento. Embora reconheça que algumas indústrias podem estar em um bom momento, o panorama geral do setor é preocupante, pois grande parte das empresas vem sentindo o impacto de questões do mercado interno, como crédito mais restrito e redução das compras de bens duráveis.

As exportações do polo moveleiro alcançaram US$ 13,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, retração de 1,33% na comparação com igual período de 2025, segundo dados obtidos no portal Comex Stat, do governo federal. Os Estados Unidos seguem como parceiro comercial importante, mas passou da primeira para a quarta posição, reflexo das tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump. Uruguai, Chile e Peru formam o topo do ranking.

 

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