O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conversaram por telefone nesta quarta-feira (14) para debater a situação na Venezuela e reforçar o compromisso de ambos os países com a soberania e a estabilidade regional, informou o Kremlin e foi amplamente divulgado pela imprensa internacional.
Segundo os comunicados oficiais, a iniciativa partiu do governo brasileiro, em um momento de escalada das tensões na América Latina, após operações militares dos Estados Unidos em território venezuelano que resultaram na captura do então presidente Nicolás Maduro — episódio que intensificou o debate diplomático sobre intervenções estrangeiras e respeito ao direito internacional.
Durante a conversa, Lula e Putin reafirmaram posições convergentes acerca da importância de garantir a soberania estatal e defender os interesses nacionais da República Bolivariana da Venezuela, além de concordarem em coordenar esforços diplomáticos em fóruns multilaterais, especialmente nas Nações Unidas (ONU) e no grupo BRICS de nações em desenvolvimento.
A coordenação por meio desses organismos, destacaram os dois chefes de Estado, busca reduzir tensões não só na América Latina, mas em outras regiões do mundo, reforçando o papel dessas plataformas como mecanismos de diálogo e negociação política em um momento de disputas geopolíticas acirradas.
O Palácio do Planalto confirmou o telefonema e informou que mais detalhes sobre o teor da conversa serão divulgados em um comunicado oficial ainda nesta quarta-feira, sem, no entanto, antecipar declarações ou mensagens conjuntas dos dois governos.
A ligação se insere em uma série de contatos internacionais que Lula tem mantido sobre a crise venezuelana, incluindo conversas com líderes de países europeus, latino-americanos e regionais, reforçando o papel do Brasil como ator diplomático ativo em busca de soluções políticas e pacíficas para a crise.
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