Celebrado em 27 de junho, o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) destaca a contribuição dessas companhias para a geração de empregos, inovação e desenvolvimento econômico.
Em um cenário de crescente internacionalização dos negócios, especialistas apontam que a gestão do risco cambial se tornou um fator cada vez mais relevante para a competitividade das empresas brasileiras.
A ampliação do acesso a fornecedores, clientes e marketplaces internacionais permitiu que pequenas e médias empresas expandissem suas operações além das fronteiras nacionais.
No entanto, esse movimento também aumentou a exposição às oscilações cambiais, especialmente para negócios que realizam compras em moedas estrangeiras, como o dólar, mas mantêm grande parte de suas receitas em reais.
Segundo o Ebury Bank, fintech global especializada em serviços financeiros para empresas que operam internacionalmente, a volatilidade cambial pode afetar diretamente os custos de importação, a previsibilidade financeira e as margens de lucro das PMEs.
“O processo de internacionalização das empresas brasileiras tem avançado de forma consistente nos últimos anos. Nesse contexto, a gestão cambial deixou de ser apenas uma etapa operacional para se tornar uma ferramenta estratégica de planejamento financeiro e proteção de margens”, afirma David Brito, Country Manager do Ebury Bank no Brasil.
Para muitas PMEs, a dependência de insumos importados ou de fornecedores internacionais cria uma exposição direta às oscilações do câmbio.
Quando há uma valorização repentina do dólar, os custos podem aumentar significativamente em um curto espaço de tempo, dificultando o repasse ao consumidor final e pressionando a rentabilidade do negócio.
De acordo com a empresa, ferramentas de proteção cambial — conhecidas como hedge — têm se tornado mais acessíveis para empresas de menor porte, permitindo maior previsibilidade sobre custos futuros e contribuindo para decisões de investimento mais seguras.
“A volatilidade cambial faz parte da realidade de empresas que atuam no comércio exterior. Quanto mais cedo a gestão desse risco for incorporada ao planejamento financeiro, maior tende a ser a capacidade da empresa de crescer de forma sustentável e aproveitar oportunidades internacionais com mais segurança”, acrescenta Brito.
Especialistas apontam que a profissionalização da gestão financeira é um dos desafios das PMEs que buscam ampliar sua presença global.
Além de aspectos como logística, tributação e acesso a crédito, a administração dos riscos associados às moedas estrangeiras passa a desempenhar papel importante na preservação da competitividade e da saúde financeira dos negócios.
Nesse cenário, o Dia Internacional das MPMEs reforça a necessidade de que empresas de todos os portes tenham acesso a ferramentas e conhecimento que permitam navegar em um ambiente econômico cada vez mais conectado e sujeito às oscilações dos mercados globais.
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