As temperaturas no Rio Grande do Sul seguem baixando nos últimos dias em decorrência do início do inverno.
Na semana passada, quase 70 cidades do Estado registraram temperatura abaixo de zero, e um dos questionamentos que se levanta é se a maioria das residências estão preparadas para suportar as baixas temperaturas que estão por vir.
Historicamente no Brasil, não é comum lugares com sistemas de calefação e isolamento térmico.
Na maioria das residências, as pessoas utilizam estufas, lareiras e ar-condicionado, que nem sempre suportam o conforto térmico adequado em todo o ambiente.
Para o especialista em mercado imobiliário e diretor da Casin Conquista, Alexandre Medeiros, a cultura de lugares fechados com infraestruturas adequadas é muito comum na Europa e em países vizinhos, como Uruguai e Argentina.
“É uma questão cultural do Brasil não ter esses sistemas, as pessoas acabam se acostumando a passar frio e vivendo com isso. Outro ponto é as arquiteturas não serem favoráveis para essas estruturas e demandar um alto investimento”, pontua.
Ainda de acordo com Medeiros, é dever do poder público pensar em alternativas para mudar este cenário, visando a importância de encontrar soluções térmicas, por ser um fator que influencia diretamente a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas.
“Quando falamos em habitação, normalmente o debate fica concentrado em custo, localização e acesso ao imóvel, mas o conforto térmico também precisa fazer parte dessa discussão”.
Foto: Divulgação







