O número de mortos no grave acidente ferroviário ocorrido na Andaluzia subiu para 39 na manhã desta segunda-feira (19), segundo o Ministério do Interior da Espanha. O balanço anterior apontava 21 vítimas fatais. Ao menos 123 pessoas ficaram feridas, sendo cinco em estado grave e 24 em condição crítica. Os feridos foram encaminhados para hospitais nas cidades de Córdoba e Andújar.
A tragédia aconteceu por volta das 19h45 (horário local), nas proximidades da estação de Andamuz, quando um trem da operadora privada Iryo, que seguia de Málaga para Madri, descarrilou e invadiu a via paralela, colidindo com um trem da estatal Renfe. Com o impacto, ambos os trens saíram dos trilhos, informou a administradora da infraestrutura ferroviária, Adif.
De acordo com o ministro dos Transportes, Óscar Puente, a frente do trem que fazia o trajeto Madri–Huelva atingiu vagões que haviam cruzado a linha. Imagens divulgadas pela TV pública e por agências internacionais mostram vagões tombados, equipes de resgate atuando no local e voluntários auxiliando no atendimento às vítimas.
Passageiros relataram momentos de pânico. “Parecia um filme de terror”, afirmou Lucas Meriako, que estava no trem da Iryo, destacando a força do impacto e ferimentos causados por estilhaços de vidro. As autoridades ainda não apontaram as causas do acidente, classificado pelo ministro como “extremamente estranho”, já que o trem envolvido era novo e a via havia passado por reforma recente.
A Casa Real espanhola manifestou preocupação com o ocorrido. O primeiro-ministro Pedro Sánchez suspendeu sua agenda oficial e prestou condolências às famílias das vítimas. Em Madri e em cidades da Andaluzia, foram montados espaços de acolhimento para familiares. A Adif informou ainda que as linhas de alta velocidade entre a capital e o sul do país permanecerão suspensas temporariamente.
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