Evento de 2026 terá como tema “O encontro nos faz existir” e contará com programação descentralizada e ações voltadas à rede pública de ensino
Foi lançada na manhã desta sexta-feira (3) a terceira edição do Festival Internacional de Leitores Quindim, promovido pelo Instituto Quindim.
Após reunir cerca de 55 mil pessoas e oferecer 60 atrações ao longo de 12 dias em 2025, o evento retorna em 2026 com o tema “O encontro nos faz existir”.
A identidade visual desta edição foi criada pelo artista indígena Xadalu Tupã Jekupé e reforça a proposta do festival de valorizar a diversidade cultural e ampliar o acesso à literatura.
Entre os convidados internacionais já confirmados estão os autores e artistas Ali Boozari, do Irã, Jairo Buitrago e Silvia Castrillón, da Colômbia, Paloma Valdivia, do Chile, e Roger Ycaza, do Equador.
A programação também contará com nomes de destaque da literatura nacional, como Roger Mello, Natália Borges Polesso, Otávio Júnior, Nilma Lacerda e Vanessa Guarani Ratton, entre outros convidados.
Já entre os representantes de Caxias do Sul estão os artistas Chiquinho de Vilas, Maya Falks, Pedro Guerra, Dinarte Albuquerque Filho, Henrique Scopel Suzin e Elaine Cavion.
Além da programação principal, a organização apresentou dois projetos que ocorrerão de forma simultânea ao festival.
O primeiro deles é o Festival Internacional de Leitores Quindim Territórios, que vai descentralizar as atividades e levar atrações para 24 espaços da cidade, incluindo escolas de samba, aldeias indígenas e instituições de longa permanência para idosos. A identidade visual do projeto foi desenvolvida pela artista rondoniense Paty Wolff.
Outra novidade é a Caravana de Leitores Quindim, iniciativa criada para aproximar estudantes da rede pública do universo literário e das atividades do festival.
A expectativa é reunir cerca de 900 alunos de 20 escolas públicas. A identidade visual da caravana foi assinada por José Carlos Lollo.
De acordo com o presidente do Instituto Quindim, Volnei Canônica, a expectativa para a edição de 2026 é superar os números do ano passado e alcançar cerca de 80 mil participantes, somando o festival principal, o projeto Territórios e a Caravana de Leitores.
Segundo ele, a proposta vai além do acesso aos livros e busca fortalecer o valor simbólico da leitura, da cultura e dos artistas, especialmente daqueles que historicamente estiveram fora do centro das atenções, como artistas indígenas e periféricos.
“O primeiro contato com a literatura muitas vezes não chega a determinados espaços. Queremos despertar cada vez mais na sociedade caxiense a valorização da leitura, da cultura e dos artistas”, destacou.
Texto e foto: Júlia Finger | Grupo Studio 93




