Faz sete meses que Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez. De lá pra cá, assistimos a um filme de não ficção em que o banqueiro é o protagonista. Suas relações eram amplas: políticos, outros empresários, pastores e juristas. Em resumo, Vorcaro só se relacionava com pessoas com influência suficiente – independente da ideologia – para limpar o caminho dele. Sua influência era tão grande que ele até financiou o filme do ex-presidente. O filho dele, senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro negou qualquer relação com Vorcaro, mas a verdade foi impiedosa com ele. Vorcaro adulava também pessoas dispostas a investir quantias bilionárias em seu banco. Ele fez tudo isso livre, leve e solto, sempre burlando uma rede de proteção ao golpe que claramente falhou. O dedo da culpa aponta para vários lados. Esperamos que todos sejam responsabilizados para que o golpe não se repita. Como se não bastasse, agora descobrimos que Vorcaro era aspirante a ditador. Sim, porque os ditadores costumam calar quem os questiona. Investigações da PF mostram que Vorcaro pediu ao publicitário Thiago Miranda que encontrasse alguma informação pessoal da jornalista Malu Gaspar. Vorcaro estava inconformado com o fato de a jornalista ter feito uma série de reportagens crítica às operações do banco. Menos mal que o aspirante a ditador está no lugar certo, na cadeia.




