O Festival Sabores da Colônia de Nova Petrópolis encerrou sua programação neste domingo (5), celebrando a agricultura familiar e reconhecendo seu papel não só sobre a economia, mas também na cultura e potencial turístico do Município.
Desde 26 de junho, a festa recebeu público estimado em 32 mil pessoas e movimentou R$ 1 milhão em negócios, resultado que também aqueceu a rede hoteleira, com ocupação média de 76% durante o período.
Aquecendo o calendário de inverno da cidade, o Festival Sabores da Colônia somou importantes contribuições – sobretudo a de valorizar o protagonismo da agricultura familiar, segundo o prefeito Daniel Carlos Michaelsen.
“Esse evento nasceu para dar ao agricultor o reconhecimento que ele merece, e o resultado mostra que Nova Petrópolis inteira abraçou a causa. Cada produto vendido representa o trabalho de uma família que dedica a vida ao campo, um trabalho que sustenta a nossa economia e mantém viva a identidade da nossa colônia”, disse.
O resultado ganha dimensão ainda mais expressiva quando considerada a base que sustenta a produção rural do Município. São 2.100 inscrições estaduais ativas de agricultores em Nova Petrópolis e 20 agroindústrias familiares.
Esse universo apareceu nos estandes de exposição e negócios reunidos pelo festival, ao mesmo tempo uma vitrine para os empreendimentos e incentivo para o fortalecimento do agronegócio.
Cucas e pães assados na hora em forno à lenha dividiam espaço com queijos e embutidos coloniais, biscoitos e mais de uma dezena de variedades de geleias de frutas e flores.
A produção rural também trouxe mel e derivados da meliponicultura, atividade que rendeu a Nova Petrópolis o título de Capital Estadual do setor, além de hortifrutigranjeiros e artesanato assinado por famílias do interior.
“Por trás de cada produto exposto na Rua Coberta está uma receita transmitida entre gerações, o elo que aproxima o visitante da história da colônia e não apenas do item que ele leva para casa”, lembrou o prefeito.
Além da feira, a programação do Festival Sabores da Colônia de Nova Petrópolis reuniu o Desfile do Agricultor, que levou mais de 350 participantes e 6.000 espectadores às ruas da cidade.
Outro destaque foram os passeios turísticos pelo interior, novidade que integrou propriedades dedicadas à produção de geleias, morangos e produtos da meliponicultura.
Turismo movimenta a economia local
Se a produção rural deu o sabor ao festival, foi o turismo que transformou esse movimento em economia para toda a cidade.
O secretário Municipal de Turismo e Cultura, Rodrigo Barbieri Sangali, lê a ocupação hoteleira e a movimentação financeira como prova de que promoções como o Festival Sabores da Colônia são estratégias reais de desenvolvimento.
“A força de um destino não está em atrativos isolados, mas na experiência completa que consegue oferecer. Nova Petrópolis tem atrativos únicos e autênticos que nascem da conexão entre pequeno produtor à hotelaria, do comércio à gastronomia, com a agricultura familiar como elo central dessa engrenagem”, explica o secretário. Sangali soma a esse cenário uma mudança que observa no perfil de quem visita o Município. “Existe um interesse genuíno em conhecer a história e o cotidiano das famílias que produzem cada item, e essa proximidade cria uma conexão afetiva que faz o turista voltar. Nosso maior patrimônio está na identidade cultural e na hospitalidade do nosso povo”, completa.
Próximo destino no calendário de inverno
Nova Petrópolis entra, agora, no clima de outro marco do calendário de inverno. O Festival Internacional de Folclore chega à 53ª edição entre os dias 16 de julho e 2 de agosto, com programação gratuita na Rua Coberta e na Praça das Flores, e deve reunir mais de 2.000 bailarinos de grupos de diferentes países, dando sequência à temporada que movimenta a economia e a cultura da cidade durante o inverno na Serra Gaúcha.
Foto: Leo Palmi, Mauro Stoffel e Micael Lima | Pêndulo Audiovisual




