Post: Esqueceu de beber água? Dermatologista explica como a baixa hidratação pode aparecer na pele e alerta para cuidados em diferentes fases da vida

Entre a correria do dia a dia, as baixas temperaturas e a mudança nos hábitos alimentares, um cuidado básico muitas vezes acaba ficando em segundo plano: beber água.

Apesar de parecer um hábito simples, a hidratação adequada influencia diretamente o funcionamento do organismo e também pode ser percebida na pele, que costuma dar os primeiros sinais quando algo não está equilibrado.

Nos últimos anos, com o crescimento do uso de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, indicados para tratamento da obesidade e do diabetes, especialistas também passaram a reforçar a importância da atenção aos hábitos básicos durante o processo de emagrecimento, incluindo o consumo adequado de líquidos.

A redução do apetite provocada por esses medicamentos pode fazer com que algumas pessoas passem a ingerir menos alimentos e líquidos ao longo do dia, tornando ainda mais importante criar uma rotina consciente de hidratação.

Segundo o Dr. José Roberto Fraga Filho, dermatologista membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, a água participa de diversos processos do organismo e tem papel importante na manutenção da barreira de proteção da pele.

“A pele depende de uma boa hidratação para manter seu equilíbrio. Quando o consumo de água é insuficiente, podemos observar sinais como ressecamento, descamação, perda de elasticidade, sensação de pele áspera e coceira. A água não é um tratamento isolado para problemas dermatológicos, mas é um dos fatores que contribuem para uma pele saudável”, explica.

Idosos estão entre os grupos que precisam de mais atenção

O especialista alerta que a percepção de sede tende a diminuir com o envelhecimento, fazendo com que muitos idosos consumam menos água do que o necessário.

“É muito comum encontrarmos pacientes idosos com a pele extremamente seca, craquelada e com coceira intensa justamente porque não têm o hábito de beber água com frequência. Com o passar dos anos, o organismo pode dar menos sinais de sede, e a pessoa acaba não percebendo que precisa aumentar a ingestão de líquidos”, destaca o dermatologista.

Além da pele, a baixa hidratação pode impactar outras funções do corpo, como funcionamento intestinal, disposição, circulação e equilíbrio do organismo.

No frio, a hidratação também merece atenção

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a necessidade de beber água não desaparece no inverno. Como há menor sensação de calor e menos suor aparente, é comum reduzir espontaneamente o consumo de líquidos.

“Nos dias frios, muitas pessoas simplesmente esquecem da água porque não sentem tanta sede. Mas o corpo continua perdendo líquidos diariamente, seja pela urina, respiração ou outras funções naturais”, explica o médico.

Banhos quentes e longos podem agravar o ressecamento

Outro hábito comum no inverno pode prejudicar ainda mais a pele: o banho muito quente.

“Nossa pele possui uma camada natural de proteção, formada por lipídios, que ajuda a manter sua hidratação. A água muito quente e os banhos demorados removem parte dessa proteção, favorecendo o ressecamento, dermatites, descamação e coceiras”, alerta Dr. Fraga.

Para preservar a saúde da pele, a recomendação é optar por banhos mais rápidos, com água morna, utilizar hidratantes após o banho e manter o uso diário de protetor solar.

Hidratação faz parte de uma rotina de saúde

Para o dermatologista, cuidar da pele vai além dos produtos aplicados externamente. Uma rotina equilibrada envolve alimentação adequada, hidratação, sono, proteção solar e acompanhamento profissional quando necessário.

“A pele reflete o que acontece dentro do organismo. Beber água é um hábito simples, mas fundamental para ajudar o corpo a funcionar melhor e manter a pele em boas condições”, finaliza.

 

Foto: Magnific

Últimas Notícias