Post: Buscas por família desaparecida em Cachoeirinha são retomadas com cães farejadores na área rural de Gravataí

Inspetor e escrivão da Polícia Civil atuam com bombeiros na procura dos corpos da família Aguiar

 

A área rural de Gravataí voltou a ser foco das buscas por Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Dalmira e Isail Aguiar, 70 e 69, respectivamente, desaparecidos entre os dias 24 e 25 de janeiro em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil procurou os corpos da família no bairro Costa Verde, o Costa do Ipiranga, em diligências junto ao Canil do Corpo de Bombeiros Militar.

Os trabalhos ocorreram ao longo de quase duas horas, somando um inspetor e um escrivão da 2ª DP de Cachoeirinha e dois bombeiros, além de duas fêmeas da raça Pastor Belga Malinois, que percorreram a extensão de um terreno particular. As diligências receberam autorização do proprietário.

A ação começou pelas 10h35, com um dos cachorros em campo, acompanhado dos bombeiros e do escrivão. Houve troca de cães após 40 minutos, seguindo no levantamento do perímetro. Foram vasculhadas áreas de mata fechada, que cercam o local.

Por volta das 11h50min, uma terceira ronda utilizou novamente o primeiro dos animais, enquanto outro foi deixado na caçamba da viatura dos bombeiros. A equipe concluiu o serviço às 12h27min, descartando a chácara na investigação.

O mesmo grupo vistoriou uma propriedade da Transpetro, também em Gravataí, nessa quarta-feira. O terreno é inóspito, com dutos de alta tensão enterrados e placas de alerta, indicando risco de explosão e incêndio, em caso de escavações.

Celular de vítima rastreado em Gravataí

Um laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) rastreou o celular de Silvana na área rural de Gravataí, após ela já ter desaparecido. O sinal foi detectado em propriedades que não são do seu ex-marido e policial militar, Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, suspeito do sumiço da família Aguiar.

A perícia mostra que o telefone foi rastreado ali em 2 de fevereiro, oito dias após o desaparecimento de Silvana. Na data, o nome de Cristiano Domingues constava na escala de serviço do 15º BPM, em Canoas, onde atuava na 3ª Companhia da unidade, sendo afastado de suas funções como soldado.

O celular de Silvana acabou sendo encontrado sob uma pedra na rua Palmeira das Missões, próximo ao numeral 413, em 7 de fevereiro. Uma denúncia anônima teria levado ao aparelho, diz a 2ª DP de Cachoeirinha.

Cristiano Domingues Francisco está preso temporariamente no Batalhão de Policia de Guarda da Brigada Militar, em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro. Ele nega qualquer participação no desaparecimento da família Aguiar.

Buscas em propriedades da família do suspeito

Nessa terça-feira, policiais civis estiveram em um terreno da família do PM no bairro Mato Alto, em Gravataí. Foram embora após observações, sem solicitar apoio dos bombeiros.

Já na segunda-feira, as equipes foram nas proximidades da Estrada Santa Tecla, onde houve apenas reconhecimento de área, novamente. Na última sexta-feira, as ações ocorreram em um sítio da família do PM, em Gravataí, e nas casas do irmão, da mãe e da atual esposa dele, em Cachoeirinha.

Informações do Correio do Povo

Foto: Marcel Horowitz / Especial / CP

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