Diesel S10 é ofertado por R$ 8,10 em posto do bairro Nonoai; em alguns locais, gasolina aditivada já superou a marca dos R$ 7
Porto Alegre começa a sentir os efeitos da crise global de fornecimento de combustíveis. Na manhã deste domingo, o preço do diesel S10 voltou a superar a marca dos R$ 8, enquanto a gasolina aditivada era encontrada com valores acima dos R$ 7. Além disso, há relatos de racionamento de combustíveis e até falta de produto em bombas em locais que aguardam reabastecimento nos próximos dias. O Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro) confirma “restrições” causadas pela crise em postos de combustíveis gaúchos.
De acordo com o aplicativo de monitoramento Menor Preço, da Receita Estadual, o valor do diesel S10 variava de R$ 6,56 por litro em postos nos bairros Petrópolis e Sarandi, chegando a ser encontrado por R$ 8,10 por litro no bairro Nonoai. Já a gasolina comum variava de R$ 6,34 por litro em postos dos bairros Partenon e Morro Santana e R$ 6,85 por litro em estabelecimentos dos bairros Passo D’Areia e Santa Maria Goretti.
A gasolina aditivada também poderia ser encontrada com valores acima dos R$ 7. O preço por litro mais barato oferecido na Capital era de R$ 6,27 em um posto do bairro Partenon. Já o mais caro era R$ 7,09 em postos dos bairros Cristo Redentor e Mont’Serrat. O Sulpetro confirmou que os postos de combustíveis do RS já estão sentindo os impactos das restrições causadas pela crise no setor produtivo de petróleo e no fluxo de estoque das distribuidoras.
Conforme a Sulpetro, a afirmação ocorre com base em relatos de revendedores de combustíveis associados à instituição. A entidade ainda manifestou preocupação quanto ao ambiente apreensivo que o mercado está apresentando e informou manter contato constante com órgãos públicos e distribuidoras para minimizar os impactos e as dificuldades de abastecimento registradas no Estado.
Além disso, a Sulpetro ainda apontou os motivos que causam os reflexos da crise do setor nos postos gaúchos. De acordo com a entidade, a guerra no Oriente Médio afetou os preços por conta da restrição na importação dos produtos, impactando no suprimento da demanda, tendo em vista que “a Petrobras não atende 100% do mercado com produto refinado. A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) atende, além do RS, outros estados, não sendo sua produção destinada exclusivamente para os gaúchos”.
A Sulpetro destaca que, com o aumento da demanda por produto refinado, a Petrobras está impondo cotas para retiradas de produtos pelas distribuidoras, afetando o mercado revendedor por conta da priorização de atendimento das redes contratadas,da redução de oferta a mercados não contratados (TRR e postos bandeira branca) e da redução das cotas por carregamento com aumento de fluxo de frete. “Este cenário causa forte oscilação nos fluxos de estoque, causando imprevisibilidade de oferta aos postos, o que atinge diretamente o consumidor”, completou a entidade.
Informações do Correio do Povo
Foto: Camila Cunha







