Seleção com base de jogadores holandeses enfrenta Bolívia por sonho histórico
Suriname já viveu a Copa do Mundo de forma indireta, torcendo pela antiga potência colonial, a Holanda. Agora, porém, pode escrever sua própria história. A seleção tenta uma vaga inédita no Mundial nos playoffs intercontinentais desta semana, disputados no México.
A equipe encara a Bolívia em Monterrey, nesta quinta-feira (26). Em caso de vitória, enfrentará o Iraque no dia 31, no mesmo estádio, valendo um lugar na Copa ao lado de França, Noruega e Senegal, no Grupo I.
O país sul-americano esteve perto da classificação direta na última rodada das eliminatórias da CONCACAF, em novembro, mas a derrota para a Guatemala permitiu que o Panamá avançasse no grupo.
Uma mudança na legislação de nacionalidade de Suriname, que passou a permitir dupla cidadania, ampliou as chances da seleção. A medida possibilitou a convocação de jogadores nascidos na Holanda, mas com laços familiares com o país.
Dos 26 atletas que viajaram ao México, 22 nasceram na Holanda e um na Bélgica. Entre os três nascidos em Suriname, dois se mudaram ainda jovens para a Europa. Assim, o atacante Gleofilo Vlijter é o único formado integralmente no país.
O elenco também conta com ex-jogadores das seleções de base holandesas. Jean-Paul Boetius chegou a atuar pela equipe principal da Holanda em um amistoso, o que permitiu a mudança de nacionalidade esportiva.
No comando está Henk ten Cate, ex-Ajax e com raízes surinamesas, que fará sua estreia nesta quinta-feira.
“Seria um grande reconhecimento para a formação do futebol holandês se nos classificarmos”, disse Ten Cate ao jornal holandês Algemeen Dagblad. “Além da festa que isso provocaria nas comunidades. Para o povo de Suriname, seria um impulso enorme.”
O treinador acredita no feito histórico. “Se não acreditasse, não teria aceitado o projeto. Suriname na Copa do Mundo seria um sonho realizado. Vamos lutar por isso”, afirmou.
Informações da CNN Brasil
Foto: Divulgação/SVB






