Fruta estreia reduções tarifárias que incidem progressivamente para produtos brasileiros
A alíquota de 11% sobre os embarques de uva para Europa será zerada a partir de 1º de maio, quando o acordo provisório entre os blocos Mercosul e União Europeia passa a valer. Com a confirmação da vigência do acordo pelo Governo Federal, a fruta é destaque frente às reduções tarifárias que incidem progressivamente para produtos brasileiros.
O acordo entre Mercosul e União Europeia, ratificado por parlamentares sul americanos, concentra parte do otimismo do setor com relação à flexibilização de tarifas. Um levantamento da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) estima a redução de tarifas que variam entre 4% e 14% sobre produtos brasileiros. Dentre os destaques, a uva possui isenção imediata com a vigência do acordo.
Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados, a Abrafrutas, destacou que a uva abre a redução que deve ser promissora para outras frutas. “Essa redução garante previsibilidade estratégica para o produtor, além de aumentar a competitividade do Brasil em relação a outros países, que já possuem alíquotas zeradas ou reduzidas com as vendas das mesmas frutas exportadas pelo Brasil”, afirmou à CNN Brasil.
A isenção tarifária deve aumentar a competitividade do Brasil em relação a países como Peru, Chile e África do Sul, que já enviam frutas com alíquotas reduzidas ou zeradas para a União Europeia.
O mercado de Uva já havia conquistado espaço importante no comércio internacional. Em missões especiais, recentemente, o Brasil alcançou o mercado asiático ao levar a uva brasileira para a China.
Paula Soares, coordenadora de Agronegócio na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, ressaltou que a diversificação de embarques também se faz como objetivo para alcançar o potencial de crescimento intensificado pelo acordo UE-Mercosul.
“Estudamos as melhores formas de abrir novos mercados já há alguns anos. Abrimos o mercado de uva para a China, citros para a Índia e seguimos com missões especiais com esse objetivo. São mercados em que já trabalhamos, mas buscamos novos destinos, independentemente da movimentação causada pelo tarifaço”, disse à CNN Brasil.
Setor de frutas
Em 2025, as vendas de frutas brasileiras ao exterior foram recorde e alcançaram a marca de US$ 1,45 bilhão, com alta de 12% em valor e 19,6% em volume em relação a 2024.
Para a Europa, exportações de manga, melão, limão, melancia, uva e mamão cresceram 12,8% em valor e 19,1% em volume em 2025. Na soma, embarques para a Europa cresceram 6,2% em valor e 3,4% em volume em 2025, em relação a 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Indústria.
Manga, melão, limão, melancia, uva e mamão somaram US$ 967 milhões em receita no ano passado, ante US$ 857,6 milhões em 2024. Para a Europa, o Brasil exportou 949 mil toneladas em 2025, uma alta em relação a 2024, quando os embarques somaram 796,6 mil toneladas.
A Apex Brasil estima que o faturamento da fruticultura cresça 40% e alcance US$ 1,8 bilhão até 2029. Em 2025, o país exportou 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, gerando receita de cerca de US$ 1,3 bilhão.
Informações da CNN Brasil
Foto: Marius Ciocirlan/Unsplash







