Por incrível que pareça, o escândalo do Master é pedagógico. Ele nos ensina que Brasília é movida por dinheiro, poder e influência. Daniel Vorcaro era amigo de ministros, políticos e outros ricaços. Isso garantiu uma certa “blindagem” nos seus negócios escusos. Ele também contratou o escritório da esposa de um ministro do STF. Agora sabemos que a prática é comum e aceita na elite conivente com a falcatrua. O amigo de Vorcaro, o senador Ciro Nogueira fez tudo para aumentar o Fundo Garantidor de Crédito. Agora sabemos o motivo. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto ignorou os insistentes alertas sobre a fraude. O mercado financeiro também tem sua parcela de culpa. Iludidos por taxas de juros acima do padrão colocaram muito dinheiro na operação fraudulenta do banco Master. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ainda deve explicações sobre os motivos de tentar que o banco público do estado comprasse as ações do Master. Cláudio Castro do Rio de Janeiro também precisa explicar porque colocou R$1 bi do plano de previdência no banco Master. Guido Mantega também deve explicações sobre a relação com o Vacaro. Estamos assistindo a exposição da rede perversa que possibilitou que o banco perpetuasse seus crimes. Espero que com isso, os fiscais do poder aprendam alguma lição.
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