Post: Irã aprova plano para impor pedágios no uso do Estreito de Ormuz

O plano da Comissão de Segurança do Parlamento iraniano visa reforçar “o papel soberano do Irã e de suas forças armadas”, afirmou a emissora estatal IRIB

A Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para regulamentar e impor pedágios a navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo, anunciou um membro da comissão.

O plano da comissão visa reforçar “o papel soberano do Irã e de suas forças armadas”, afirmou a emissora estatal iraniana IRIB.

O plano descreve vários elementos-chave destinados a reforçar o controle e a supervisão do Irã sobre o estreito, incluindo “medidas de segurança para salvaguardar a via navegável, medidas para garantir a segurança da navegação marítima e regulamentações financeiras, além de pedágios em rial para embarcações que transitam pelo estreito e a proibição de passagem para embarcações pertencentes aos Estados Unidos e a Israel”, segundo a IRIB.

O Estreito de Ormuz é atualmente o principal ponto de tensão em um conflito em curso que começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram conjuntamente o Irã.

O fechamento do estreito pelo Irã, por meio de ameaças e ataques a navios, deixou cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto por dia retidos no Golfo Pérsico, causando forte volatilidade nos mercados globais de petróleo.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Informações da CNN Brasil

Foto: Gallo Images via Getty Images

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