Post: O PSD tomou a decisão mais cômoda.

O PSD ignorou uma faixa do eleitorado insatisfeita com a polarização. E não é pouca gente: é quase um terço dos eleitores, segundo pesquisas. Ontem o PSD, que tinha duas opções, escolheu como candidato à presidente Ronaldo Caiado, governador de Goiás, declaradamente de direita. A outra opção era Eduardo Leite, que prega o fim da polarização. A escolha do PSD mostra que o partido não pensa na terceira via. Pensa, sim, num candidato mais viável. Caiado não é estreante na eleição presidencial. Ele concorreu em 1989 e fez 0,68% dos votos. A realidade mostra que ele não deverá fazer muito mais votos além disso. Na primeira declaração, Caiado disse que vai implementar a anistia. Isso mostra que Caiado não está ligado nos reais problemas do Brasil. Ele quer mesmo é livrar da cadeia seu amigo Jair Bolsonaro contrariando a maioria dos brasileiros que segundo pesquisas são contra a anistia. A candidatura de Caiado não é boa para Flávio Bolsonaro, pelo menos no primeiro turno. Caiado vai disputar o mesmo perfil de eleitor que Flávio, o conervador. No segundo turno, tudo leva a crer que haverá, aí sim, Caiado deverá estar com Flávio Bolsonaro. Mas como dizia Ulisses Guimarães , política é como uma nuvem, ela pode mudar de posição em questão de minutos.

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