Supermercados projetam alta de até 10% no volume de consumo das famílias na Páscoa de 2026
O vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan, disse nesta quinta-feira, 19, que os supermercados já receberam as mercadorias encomendadas para o período de Páscoa, o que descarta riscos de desabastecimento em lojas em decorrência de uma eventual paralisação de caminhoneiros. “Nos supermercados temos situação estável e tranquila. Não há risco de desabastecimento”, afirmou.
A seu ver, o preço dos combustíveis se relaciona a questões globais e não só do Brasil. “Por outro lado, já verificamos o governo tentando trazer medidas para poder de uma forma pontual e específica ajudar na questão do Diesel”, disse Milan.
Ele afirmou ainda que a associação seguirá atenta ao assunto, mas que, até o momento, “não há informação clara de paralisação” e que o setor do agronegócio está “atuando junto à sua cadeia”.
Copom
Sobre a decisão da quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir a taxa de básica de juros em 0,25 ponto porcentual, ele afirma que a o setor esperava inclusive uma redução maior, mas que entende o anúncio como uma sinalização importante do início de mais cortes, o que deve se reverter em maior consumo.
Projeções para a Páscoa
Os supermercados projetam alta de até 10% no volume de consumo das famílias na Páscoa de 2026 frente ao mesmo período de 2025, uma alta similar à que foi vista no ano anterior. O que deve se reverter, na visão de Milan, em um aumento mensal de volumes em março de cerca de 1% a 1,5%.
No entanto, ele pontua que a alta de 26,36% nos preços de chocolate em barra e bombom nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), limitam vendas da Páscoa na visão dos supermercadistas.
Informações do Correio do Povo e Estadão
Foto: Ricardo Giusti / CP Memória







