Com tempo de 8 horas, 25 minutos e 29 segundos em um percurso de 42,9 km, Ana Marcela agora tem o recorde sul-americano entre homens e mulheres.
O melhor tempo de uma brasileira era de 9 horas e 40 minutos, de Ana do Amaral Mesquita. O recorde mundial é do alemão Andreas Waschburger, com 6 horas, 45 minutos e 25 segundos.
“Acredito que, óbvio, a medalha Olímpica é uma conquista muito profissional e no auge do atleta é a maior conquista que você pode ter na vida. Mas acho que quando você realiza sonhos, mesmo não sendo uma medalha Olímpica, vale muito. É o caso de hoje, algo que eu sempre quis também. Para mim vale tanto quanto. Não é só o ouro Olímpico, não são somente as 17 medalhas em mundiais. Sei que tudo isso está na história. Mas essa travessia era um sonho muito pessoal, de criança. Ter atravessado e ter realizado esse sonho é de extrema importância para minha vida. Estou muito, muito feliz”, celebrou Ana Marcela logo após sair da água.
Campeã Olímpica na maratona aquática em Tóquio 2020, Ana Marcela colocou o Canal da Mancha como principal objetivo após Paris 2024.
O Canal da Mancha liga Inglaterra e França, no Atlântico Norte, com distância de 33km em linha reta – os nadadores costumam fazer um trajeto mais longo por conta das correntes marítimas.
É um dos grandes desafios da natação em águas abertas, não somente pela distância, mas principalmente por conta da temperatura da água, entre 15ºC e 17ºC. Nos Jogos Olímpicos, por exemplo, as piscinas ficam entre 25ºC e 28ºC.
“Essa travessia foi para mim um momento de curtição. Independentemente de todos os fatores que encontrei, como um pouco de ondas, algumas caravelas, nada me prejudicou. Eu tinha experiência de ter nadado provas longas e isso me trouxe tranquilidade de saber para onde estava indo, sentir a correnteza e seguir em frente”, explicou.
“Acredito que todos os profissionais que estavam no barco me passaram bastante firmeza e confiei bastante na análise deles. Em alguns momentos acelerei o circuito de braçadas para me manter num ritmo confortável. No fim, foi tudo demais. Estou cansada, mas muito realizada”, finalizou.
Informações do Portal Olympics
Foto: Jonne Roriz/COB




