Post: As derrotas da Copa

Nessa Copa, o Brasil foi derrotado e não foi só dentro de campo, fora também. Foi fora dos gramados que a Fifa mostrou a sua subserviência a um dos países sede. A mesma FIFA que permitiu a deportação de um árbitro a pedido do governo Trump. Foi na Copa e fora de campo, que a CBF deixou ainda mais claro o nível a que chegou. E foi fora de campo e também fora dos microfones que as bets aplicaram uma goleada em todos nós. As casas de apostas nunca foram alvo dos grandes veículos de imprensa unicamente por um motivo: dinheiro. A Globo, a maior empresa de comunicação é sócia de uma bet, a MGM. Os jogadores mais famosos da seleção, Vini JR, e Neymar fazem propaganda de bet. Apresentadores como Galvão Bueno, a voz da Copa, é garoto propaganda de uma bet. E os bonés da KTO estão na cabeça de vários jornalistas e e ex-jogadores. A declaração de apresentar Casimiro Miguel é reveladora: “…o dinheiro das bets é essencial para a existência da Cazé TV”.
Para alguém que conheceu um viciado, a família dele ficou doente junto porque o cara perdeu o carro, a casa e economias, é frustrante ouvir o complemento do anúncio “jogue com responsabilidade”.
A realidade é dura, mas as casas de apostas se apossaram da paixão nacional, o futebol. O lucro é delas, de influenciadores e de veículos e de comunicação. A derrota é de todos nós.

 

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