Post: As falhas na rede de proteção à corrupção

Faz quase cinco meses que descobrimos o esquema que envolve o caso do banco Master e o barulho ainda vai reverberar por muito tempo. Ele escancara um grave problema brasileiro: a fragilidade da rede de proteção à corrupção. E quem deveria nos proteger, está mancomunado com o esquema. Líderes políticos, autoridades e membros do Judiciário. Falo dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques. Eles solaparam nossa confiança num judiciário isento para usufruir do poder e da influência de um banqueiro, que agora sabemos, era um criminoso. Salutar o empenho do ministro Fachin de instituir um código de confuta para tentar frear os arroubos dos ministros gananciosos. Mas ser ético, não seria inerente ao ministro? Por isso, urge questionamento sobre o critério de escolha dos ministros. Atualmente, basta ser de confiança do presidente. Outra corte que merece ser examinada com uma lupa na mão é o TCU. São nove ministros, seis indicados pelo Congresso e outros três pelo Presidente. Recaíram suspeitas sobre a atuação Jhonatam de Jesus, que até 2023 foi deputado e agora julga as contas federais. O ministro autorizou uma inspeção no ato do Banco Central de liquidar o banco Master. A medida foi encarada como uma forma de proteger o banco. Passou da hora de melhorarmos a rede de proteção à corrupção e os critérios para nomeação de ministros.

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