A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo começou na última sexta-feira (4) e já movimenta o Distrito Anhembi, na zona norte da capital paulista. Com uma programação que reúne autores nacionais e internacionais, editoras, livrarias e diferentes espaços temáticos, o evento segue até 13 de setembro e tem como expectativa receber centenas de milhares de visitantes.
O primeiro fim de semana foi marcado pelo grande movimento nos corredores e estandes. Com os ingressos esgotados em alguns dos dias, o público enfrentou filas para acessar determinados espaços e realizar compras. Mesmo com a ampliação da área do evento em relação à edição anterior, a quantidade de visitantes deixou os ambientes bastante movimentados.
A Bienal reúne escritores de diferentes gêneros e estilos e aposta em uma programação que vai além da venda de livros. Debates sobre literatura e mercado editorial, atividades educativas, apresentações de cordel e encontros entre autores e leitores fazem parte da agenda.
Entre os destaques da programação está a participação de Conceição Evaristo, que abriu a agenda de palestras em uma conversa sobre memória e ancestralidade com a escritora Eliana Alves Cruz. Outros nomes conhecidos da literatura também participam do evento, como Andrea del Fuego, Socorro Acioli, Daniel Munduruku e José Falero.
A literatura brasileira também ganha espaço com uma homenagem aos 70 anos de publicação de “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa. A obra será tema de um encontro que reúne o escritor moçambicano Mia Couto, a escritora Bruna Lombardi e o crítico literário Italo Moriconi.
Romances e fantasia ganham força entre jovens
O movimento nos estandes também revela algumas das tendências que vêm conquistando os leitores, especialmente entre o público mais jovem. As chamadas romantasias, que combinam romance e fantasia, aparecem entre os gêneros de maior destaque nesta edição.
Títulos nacionais e estrangeiros do gênero estão entre os mais procurados em diferentes editoras. O fenômeno acompanha uma tendência que já havia ganhado espaço na edição de 2024 e continua presente neste ano.
Autores que dialogam diretamente com o público jovem também têm atraído multidões. A escritora norte-americana Lynn Painter, conhecida pelas comédias românticas, foi uma das atrações que mais chamaram atenção durante o primeiro fim de semana. A participação da autora levou uma grande quantidade de jovens à Arena Cultural.
Outro nome de destaque foi Raphael Montes, que participou da programação ao lado da atriz Paolla Oliveira. O escritor também aparece entre os autores que movimentaram os estandes durante os primeiros dias da feira.
Além dos romances e da fantasia, outros segmentos seguem em evidência, como a ficção cristã e obras voltadas ao universo nerd, mostrando a diversidade de interesses entre os visitantes.
Novos espaços ampliam a programação
Entre as novidades desta edição está a Alameda dos Artistas, dedicada às histórias em quadrinhos brasileiras. O espaço promove encontros entre leitores e quadrinistas e amplia a presença da produção gráfica nacional na programação.
A Bienal também conta com um espaço voltado a discussões sobre saúde e bem-estar, além de áreas dedicadas a diferentes experiências relacionadas ao universo do livro.
Outro destaque é a presença de um estúdio destinado a transmissões ao vivo em formato de videocast, aproximando a programação literária das plataformas digitais e das novas formas de consumo de conteúdo.
A proposta acompanha uma transformação no próprio perfil dos eventos literários, que passaram a combinar lançamentos e sessões de autógrafos com debates, experiências presenciais e conteúdos produzidos para as redes sociais.
Bienal movimenta mercado editorial
O grande fluxo de visitantes também tem reflexos nas vendas. Editoras participantes registraram crescimento no movimento em relação à edição anterior, com destaque para títulos voltados ao público jovem e para os gêneros de romance e fantasia.
A procura reforça a importância da Bienal como espaço de encontro entre leitores, autores e mercado editorial. Mais do que uma feira de livros, o evento se tornou um ponto de encontro para comunidades de leitores e para a descoberta de novas tendências literárias.
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, no Distrito Anhembi. A programação inclui encontros com autores, palestras, atividades culturais e espaços dedicados a diferentes segmentos da literatura.
Foto: Divulgação




