Post: Boletim reúne indicadores da economia do RS em 2026

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul manteve-se estável no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, com variação de 0,0% na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,4%. 

Na composição setorial do PIB, a indústria apresentou crescimento de 0,9% e os serviços, de 0,2%. A agropecuária registrou retração de 9,9%. O resultado do setor esteve relacionado às reduções nas produções de arroz e fumo.

Para o milho e a soja, as estimativas indicam aumentos de 21,8% e 34,6%, respectivamente, com efeitos concentrados no segundo trimestre. O documento também registra redução de 23,6% na área plantada de trigo.

As informações constam no Boletim de Conjuntura do Rio Grande do Sul, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE). A publicação reúne indicadores estaduais, nacionais e internacionais.

Mercado de trabalho

A taxa de desocupação ficou em 4% no primeiro trimestre de 2026, com redução de 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. O número de pessoas ocupadas permaneceu estável em 5,895 milhões.

O rendimento médio mensal real foi de R$ 4.127, com variação de 5,5% na comparação anual. A massa de rendimentos somou R$ 23,9 bilhões, aumento de 6,1% no mesmo intervalo.

No mercado formal, os dados do Novo Caged indicaram saldo negativo de 3.474 postos no trimestre encerrado em maio.

No acumulado de 12 meses, o saldo foi positivo em 10.546 vagas. Os serviços registraram saldo de 19.921 postos, enquanto indústria, comércio e construção apresentaram resultados negativos.

Exportações e arrecadação

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 9,844 bilhões no primeiro semestre de 2026, variação de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Destaque para produtos alimentícios e agropecuários, que cresceram 22,3%, enquanto os produtos de tabaco recuaram 25,2%.

A arrecadação de ICMS, calculada a preços de junho de 2026, somou R$ 27,540 bilhões no primeiro semestre. O valor foi 3,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Cabe destacar, entretanto, que entre março e junho de 2025 o Estado arrecadou cerca de R$ 1,44 bilhão por meio do programa de regularização fiscal realizado em 2025.

Cenário nacional e internacional

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a variação foi de 1,8%.

Entre os setores, foram registradas variações de 2% na agropecuária, 1% na indústria e 0,5% nos serviços. Nos componentes da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 3,5%, as importações aumentaram 4,4% e as exportações recuaram 1,7%.

A taxa de desocupação nacional ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, enquanto o rendimento médio real foi de R$ 3.726. O IPCA acumulado em 12 meses até junho atingiu 4,64%, e a taxa Selic ficou em 14,25% ao ano.

No cenário externo, o Boletim de Conjuntura aponta desempenhos distintos entre as principais economias e aponta efeitos das tensões no Oriente Médio sobre o preço das commodities e as projeções de inflação.

O Fundo Monetário Internacional estima crescimento de 3% para a economia mundial em 2026.

 

Foto: Divulgação

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