Tony Marcos de Souza, de 52 anos, morreu após sofrer um infarto na madrugada de segunda-feira (13), segundo informações do advogado de defesa Rodrigo Duarte da Silva
Tony Marcos de Souza, 52 — investigado por coação de testemunha no caso do cão Orelha — morreu na madrugada de segunda-feira (13), em Florianópolis (SC), após sofrer um infarto.
De acordo com as informações do advogado de defesa de Tony, Rodrigo Duarte da Silva, o investigado estava deprimido e havia emagrecido 10 kg desde o início das investigações, por estresse.
Informações sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgadas. Tony Marcos de Souza era tio de um dos adolescentes envolvidos no caso.
Entenda o caso
As investigações começaram após uma denúncia de que o grupo de adolescentes seria o responsável pelos maus-tratos ao cachorro, que foi encontrado ferido e precisou passar por eutanásia (procedimento também conhecido como morte assistida).
Com a confirmação da autoria dos adolescentes, o relatório das investigações foi encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, em razão da idade dos envolvidos.
Mais de 20 pessoas já foram ouvidas pela polícia nas oitivas do caso. Também foram apreendidos celulares e eletrônicos dos adolescentes, que ainda devem ser analisados pelos agentes.
Além do caso do cão “Orelha”, a polícia ainda investiga um segundo caso envolvendo um cão caramelo. O animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas depois conseguiu sair do local.
Família diz que adolescentes são inocentes
As famílias de dois adolescentes citados nas investigações divulgaram declarações públicas negando envolvimento dos filhos no caso e afirmando que eles estão sendo alvo de “acusações injustas nas redes sociais”.
Em uma das manifestações, os pais de um dos adolescentes afirmam que o filho “não tem qualquer relação com o fato” e que a família vem sofrendo ameaças e exposição de dados pessoais após a associação indevida do nome do jovem ao episódio.
Ambas as famílias dizem repudiar maus-tratos a animais, afirmam confiar no trabalho das autoridades e declaram estar colaborando com a investigação. “Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra os autores da agressão. Nosso filho não está nele”, afirmam os pais.
Coação
Em razão das agressões, os agentes também apuram a suposta participação de um pai e de um policial civil, que teriam coagido uma testemunha.
Segundo o delegado Ulisses Gabriel, um dos mandados está relacionado a um indivíduo que teria coagido uma testemunha ao longo da investigação policial. Na ação do hoje, a polícia tinha o objetivo de localizar uma possível arma de fogo, que teria sido usada para ameaçar a testemunha. O objeto não foi localizado.
Além do mandado para tentar localizar a arma, a polícia também cumpriu buscas em endereços ligados à dois adolescentes, para encontrar equipamentos de tecnologia, em especial computadores e telefones celulares.
“Até agora, dois adolescentes foram alvo de busca, e outros dois estão nos Estados Unidos para uma viagem que, segundo consta, era pré-programada […] Há um indicativo de que quatro adolescentes teriam praticado as pressões contra o cão e teriam três adultos que estariam envolvidos na prática de uma coação no curso do processo decorrente da investigação”, concluiu Ulisses.
Informações da CNN Brasil
Foto: Reprodução







