Post: Estados Unidos vivem hoje uma eleição plebiscitária.

Os norte-americanos votam hoje para renovar toda a Câmara e 35 cadeiras do Senado. Os republicanos controlam as duas Casas por margens estreitas; o resultado definirá se Donald Trump continuará governando com maioria no Congresso durante os dois últimos anos do mandato.
Essa é uma eleição plebiscitária. Os eleitores vão decidir nas urnas se Trump é bom ou não. A julgar pela baixa aprovação, não está sendo um bom presidente e tende a perder a vantagem de ter a maioria no Congresso. Ele se elegeu prometendo tornar a América grande de novo. No entanto, viu sua popularidade ruir essencialmente por causa dos preços. O valor dos combustíveis subiu quase 40 por cento devido à guerra contra o Irã. Mais de 51 milhões de pessoas já votaram antecipadamente, um recorde para esta etapa de uma eleição de meio de mandato. A votação começa, porém, cercada por disputas institucionais. No Alasca, uma juíza federal rejeitou uma ação do Departamento de Justiça que pretendia suspender a certificação da eleição para o Senado caso o republicano Dan Sullivan perdesse. O governo alegava que a candidatura de outro homem com nome semelhante poderia confundir eleitores. A juíza considerou inviável investigar esses votos sem ferir o sigilo e afirmou que a medida contrariava a competência dos estados para conduzir eleições. O Departamento de Justiça anunciou que recorreria.

Na Califórnia, a Justiça também recusou o pedido federal para separar mais de 20 mil votos enviados pelo correio, apresentados pelo governo como possíveis registros de não cidadãos. O governador Gavin Newsom alertou juízes para a possibilidade de pedidos federais de apreensão de cédulas, embora tenha afirmado desconhecer qualquer solicitação já protocolada.

Não há prova de que cédulas estejam prestes a ser apreendidas. O fato confirmado é que o governo federal tenta ampliar sua intervenção em procedimentos estaduais antes da votação e da certificação.

Sem maioria no Congresso, Trump vai enfrentar uma tempestade da oposição que já falou em “frear o ímpeto trumpista”. Agora resta saber como ele vai receber o resultado que tudo leva crer que será desastroso para ele.

Últimas Notícias