O policial militar Cristiano Domingues Francisco, que é ex-companheiro de Silvana Aguiar, é suspeito do desaparecimento. Ele está preso desde 10 fevereiro
A esposa, o irmão e um amigo do policial militar Cristiano Domingues Francisco passaram à condição de suspeitos, pois estariam atrapalhando as investigações sobre o caso da família Aguiar, segundo o delegado Anderson Spier.
O PM, que é ex-companheiro de Silvana Aguiar, é suspeito do desaparecimento dela e dos pais. Cristiano está preso temporariamente desde 10 fevereiro.
Conforme Spier, a companheira do PM teria apagado dados em dispositivos eletrônicos e na nuvem (espaço de armazenamento online). Profissional da área de TI, ela é suspeita de fraude processual.
O irmão do PM, teria deletado imagens de câmeras da casa onde mora a mãe dele e Cristiano. Ele também é suspeito de fraude processual.
Um amigo de Cristiano é investigado por falso testemunho. Segundo o delegado, a pedido da esposa do PM, o homem teria mentido em circunstâncias do depoimento, para dar falsos álibis ao principal suspeito.
“Eles já foram interrogados e pregressados, que é quando informamos das descobertas e da condição que eles passaram a ter na investigação”, explica Spier.
Inquérito perto da conclusão
O PM vai ser ouvido novamente na próxima semana. A tendência é que seja o último depoimento antes da conclusão do inquérito. Ele, a esposa, o irmão e um amigo devem ser indiciados, segundo Spier.
As contas bancárias de Silvana, Isail e Dalmira não tiveram movimentação desde que eles desapareceram. Em razão disso, a polícia praticamente descarta encontrar a família com vida.
Motivação
O crime teria sido motivado por desavenças na criação do filho entre Silvana e o ex. A mulher procurou o Conselho Tutelar para relatar que o pai não seguia suas orientações nos cuidados com o filho, que teria restrições alimentares.
“A gente tem já na investigação formalizado que a motivação passa pela questão da tensão existente entre o suspeito e a Silvana com relação à educação do filho.”
O delegado afirma que a mãe estaria planejando pedir entrar com um processo judicial contra o pai. “Existem informações que também dão conta que ela iria procurar um advogado para tratar questões atinentes à guarda e outros elementos. Então a gente acha que isso pode ter sido o fator, o gatilho, que desencadeou a ação dele.”
Outro ponto investigado é a questão patrimonial, pois a família Aguiar tinha muitos bens. “Envolvia imóveis, casas de aluguel, apartamentos de aluguel. E a gente sabe que em caso da morte da Silvana e dos pais dela, todos esses bens, numa sucessão, posteriormente, viriam a se tornar propriedade do neto.”
Informações do Portal G1 RS
Foto: Imagens cedidas/Polícia Civil







