Post: Fecomércio-RS critica reajuste do piso regional e defende fortalecimento das negociações coletivas

Entidade alerta para impactos sobre emprego e reconhece posicionamento dos deputados que votaram contra o reajuste de 5,35% aprovado pela Assembleia Legislativa

 

A Fecomércio-RS manifestou contrariedade à sanção do reajuste de 5,35% do piso salarial regional do Rio Grande do Sul, publicada pelo governo do Estado no Diário Oficial da última quinta-feira, dia 21 de maio. A entidade entende que a medida amplia distorções no mercado de trabalho, interfere nas negociações coletivas e pressiona especialmente os setores que enfrentam diferentes realidades econômicas e de produtividade. Com a sanção do Projeto de Lei 160/2026, a primeira faixa do piso regional passa a ser R$1.884,75, valor 16,27% superior ao salário mínimo nacional. Para a Federação, o reajuste ocorre em um cenário no qual os pisos regionais já acumulam crescimento muito acima da inflação ao longo das últimas décadas, sem correspondência proporcional na renda média dos trabalhadores gaúchos.

 De acordo com a entidade, o piso regional, ao estabelecer referências salariais para diversas categorias, produz um efeito indireto de pressão sobre negociações coletivas em andamento, o que reduz a liberdade de negociação entre sindicatos patronais e laborais e desconsidera a heterogeneidade econômica dos setores produtivos. Além disso, a Federação destaca que o Rio Grande do Sul já possui um dos pisos regionais mais elevados do país em comparação à remuneração média do setor privado, condição que pode aumentar os riscos de informalidade e dificultar a geração de empregos formais, especialmente para trabalhadores de menor renda e menor escolaridade.

“O reajuste aprovado desconsidera a realidade de muitos segmentos econômicos, especialmente das empresas que ainda enfrentam dificuldades de recuperação. A definição de índices pelo Estado interfere diretamente nas negociações coletivas e reduz a capacidade de adaptação de cada setor à sua própria realidade econômica. A Fecomércio-RS seguirá defendendo a valorização do diálogo entre trabalhadores e empregadores, preservando a competitividade das empresas e a manutenção dos empregos formais no Rio Grande do Sul”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn.

Apesar do resultado da votação, a Federação reconhece o posicionamento dos deputados estaduais Felipe Camozzato e Guilherme Pasin, que votaram contra o reajuste proposto pelo Executivo, alinhando-se ao entendimento defendido pela entidade em favor da preservação da competitividade econômica e da autonomia das negociações coletivas.

Informações da Fecomércio RS

Foto: Divulgação

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