Organismo destaca pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o País é exportador líquido de petróleo, e ajusta previsão para 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o País é exportador líquido de petróleo, segundo relatório publicado hoje.
O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual (pp) em relação à atualização feita em janeiro. “Espera-se que a guerra tenha um pequeno efeito líquido positivo em 2026, como resultado do País ser um exportador líquido de energia”, diz o FMI, ao comentar o ajuste feito na projeção para o PIB do Brasil, no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira, 14, como parte das reuniões de Primavera.
O Fundo calcula que o conflito possa impulsionar o crescimento do País em 0,2 pp neste exercício. No início do ano, o FMI havia cortado a expectativa para o crescimento do PIB brasileiro em 2026, citando como razões os efeitos negativos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De lá para cá, o republicano sofreu um revés na Suprema Corte, que anulou seu poder de taxar o mundo, e a guerra contra o Irã fez os preços de energia dispararem, beneficiando países exportadores, como o Brasil. Mas, mesmo com a melhora na projeção do FMI, o País ainda deve desacelerar o ritmo de crescimento neste ano em relação a 2025.
Na ocasião, o PIB doméstico teve incremento de 2,3%. Além disso, o Brasil deve crescer neste ano em ritmo inferior ao previsto para a América Latina e o Caribe e ao projetado para as economias emergentes e em desenvolvimento. Ainda assim, a taxa de expansão deve superar a estimada pelo FMI para países como México, Uruguai e Canadá.
O organismo espera que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perca o fôlego e fique em 4% neste ano, ante 5% em 2025. Por sua vez, a taxa de desemprego deve piorar, para 6,8%, contra 6% no exercício anterior.
Menos crescimento em 2027
Para 2027, no entanto, o FMI fez o movimento contrário. O organismo cortou em 0,3 pp sua projeção de crescimento para o PIB do Brasil, para 2%, em relação à atualização da estimativa, feita em janeiro último.
Informações do Correio do Povo e Estadão
Foto: Alexandre Brum / Agência Brasil / CP Memória







