Post: Focos do Aedes aegypti aumentam em Caxias do Sul e já superam registros de 2025

Caxias do Sul registra aumento no número de focos do mosquito Aedes aegypti. Já são 2.228 ocorrências identificadas desde o início de 2026, número 48% maior do que o registrado em todo o ano passado, quando foram encontrados 1.501 focos. Em 2024, foram 899.

O levantamento é da Vigilância Ambiental, vinculada à Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Apesar do aumento dos focos, cinco casos de dengue foram confirmados na cidade neste ano, sem registro de mortes pela doença.

A situação também chamou atenção no último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Pela primeira vez, Caxias do Sul atingiu um índice classificado como de infestação média. Todas as regiões tiveram amostras positivas, inclusive locais que historicamente não apresentavam registros.

Os pontos considerados mais preocupantes no levantamento estão nos bairros Jardim América, Desvio Rizzo, Charqueadas e na Zona Norte, incluindo Vila Ipê e Belo Horizonte.

A diretora de Vigilância em Saúde, Magda Telles, alerta que o aumento dos focos ocorre ainda durante o inverno, antes do período de maior circulação da dengue, entre outubro e maio.

“Se pensarmos que estamos no inverno, época em que deveríamos ter uma relativa tranquilidade, isso nos acende um alerta para o período que está por vir, a sazonalidade da dengue nos meses de verão”, afirma.

Segundo a SMS, a Vigilância Ambiental mantém ações de monitoramento, atendimento a denúncias e prevenção para reduzir a presença do mosquito antes do período de maior risco.

Como evitar novos focos

A orientação é reservar pelo menos dez minutos por semana para verificar pátios e áreas externas e eliminar recipientes que possam acumular água.

Também é importante:

  • manter caixas-d’água bem fechadas;
  • retirar a água dos pratinhos de plantas;
  • limpar e desobstruir calhas;
  • manter ralos limpos e protegidos com tela;
  • manter o lixo fechado e descartar corretamente recipientes que possam acumular água;
  • higienizar bandejas de ar-condicionado e geladeiras;
  • manter piscinas tratadas com cloro e cobertas quando não estiverem em uso.

A população também deve permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as vistorias e comunicar possíveis focos aos canais oficiais do município.

Bairros com mais focos

Dados contabilizados até 14 de setembro apontam maior número de focos em:

  • Fátima: 167
  • Cristo Redentor: 105
  • Santa Fé: 87
  • Cruzeiro: 82
  • Charqueadas: 81

O Aedes aegypti transmite os vírus da dengue, chikungunya e Zika e se reproduz principalmente em recipientes com água parada.

Fonte: Ministério da Saúde

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