Partida foi marcada pelas vaias ao hino egípcio e pelos gritos de “quem não pular é muçulmano”
“Os insultos e os cânticos racistas nos envergonham como sociedade”, declarou nesta quarta-feira (1) o ministro espanhol da Justiça, Félix Bolaños, um dia após o amistoso de futebol Espanha-Egito, disputado em Barcelona e marcado por cânticos ofensivos.
“Investigamos os cânticos islamofóbicos e xenófobos de ontem no RCDE Stadium”, anunciou na rede social X a polícia regional catalã, os Mossos d’Esquadra.
A partida, que terminou 0 a 0, foi marcada pelas vaias ao hino egípcio e pelos gritos de “quem não pular é muçulmano” durante o primeiro tempo, entoados por parte dos 35 mil torcedores no RCDE Stadium.
Pelo sistema de som do estádio, as autoridades pediram que os torcedores evitassem os “cânticos ofensivos” no intervalo e no segundo tempo.
“A extrema direita não vai deixar nenhum espaço livre do seu ódio e os que se calam, hoje, serão cúmplices. Seguimos trabalhando por um país tolerante e respeitoso com todos”, acrescentou o ministro da Justiça. “Os violentos aproveitam o futebol para ter o seu espaço. É preciso afastá-los da sociedade, identificá-los e, quanto mais longe, melhor”, disse o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, após o amistoso. “É intolerável”, insistiu.
O presidente da Federação Espanhola, Rafael Louzán, qualificou o episódio como um “acidente isolado que não deve voltar a acontecer”. A Espanha será a sede da Copa do Mundo de 2030 ao lado de Portugal e Marrocos. O torneio também incluirá jogos na Argentina, Uruguai e Paraguai.
Informações do Correio do Povo e AFP
Foto: Lluis Gene / AFP







