Post: Jovens também precisam estar atentos ao AVC

Normalmente associado ao envelhecimento, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) tem se tornado mais frequente entre adultos jovens. De acordo com o Ministério da Saúde, na faixa etária de 15 a 49 anos, as internações aumentaram 16,9% de 2020 a 2025 (de 34.896 para 40.788). Considerando toda a população, nos primeiros sete meses de 2026, o país registrou 50.424 mortes e 182.253 internações causadas pela doença na rede pública, segundo dados do DataSUS. O número representa uma média de 860 hospitalizações e 238 mortes diárias, ou seja, uma vida perdida a cada 6 minutos. 

Os números merecem atenção neste Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro. O neurologista Iron Dangoni Filho, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, destaca que o problema, embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, pode acontecer em qualquer idade, inclusive em crianças e adultos jovens. Por isso, é importante reconhecer os sintomas.

“Os sinais mais comuns são boca torta, perda de força ou sensibilidade de um lado do corpo e dificuldade para falar. Também podem ocorrer perda súbita da visão, tontura intensa com desequilíbrio e dificuldade para caminhar. Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento imediatamente”.

Sobre o crescimento dos casos entre os mais novos, o especialista ressalta que tem relação direta com mudanças no estilo de vida, combinadas a fatores genéticos.

“Esse aumento está relacionado a fatores como obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, tabagismo e uso de drogas. Além disso, algumas doenças cardíacas e alterações da coagulação podem provocar AVC em pessoas jovens”, pontua.

 Prevenção


Aproximadamente 80% a 90% dos episódios de AVC podem ser prevenidos.

“Controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol, praticar atividade física, manter uma alimentação saudável e evitar o cigarro são medidas fundamentais”, ressalta o médico, lembrando que ter familiares próximos que sofreram AVC pode aumentar o risco, principalmente quando o evento ocorreu em idade jovem.

“Entretanto, os hábitos de vida e o controle dos fatores de risco continuam sendo determinantes”, completa.

 

Foto: Magnific

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