Em 2018, entrevistei o filósofo britânico Roger Scruton. Naquela mesma semana, a revista The Economist publicou uma capa marcante. A publicação fazia a seguinte indagação: onde estão nossos líderes conservadores? E mostrava uma foto de Churchill, Thatcher e Boris Johnson, todos ocuparam, ao longo do tempo, a cadeira de primeiro-ministro. A reportagem fazia referência à decadência dos líderes. Igualmente conservador, Scruton me disse que o declínio era vergonhoso e desonrava o legado deixado pelos líderes do passado. Infelizmente, uns meses depois, Scruton nos deixou. No livro Liderança em Tempos de Crise, a historiadora Doris Kearns Goodwin faz comparação semelhante. Ele fala dos grandes líderes do passado como o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington que arriscou a vida para formar um país, Abraham Lincoln que pagou com a vida ao conter o ímpeto dos sulistas que não aceitavam o fim da escravidão e Teddy Roosevelt. Todos tinham em comum, além de serem do partido Republicano algo que a historiadora descreve como “inteligência, energia, empatia, talento para a oratória e a escrita , e a habilidade para lidar com as pessoas. Com perseverança e trabalho duro , se transformaram essencialmente em líderes ao aprimorar as qualidades que tinham”. Volto ao tema da capa da revista, onde estão os grandes líderes?
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