Com tecnologia que mescla títulos de domínio público e lançamentos de mercado, MEC Livros reúne um catálogo de quase 8 mil obras literárias
A plataforma permite o acesso a obras nacionais e internacionais diretamente pelo computador, tablet ou celular, utilizando o login único gov.br.
Como usar o MEC Livros?
Diferente de outros repositórios digitais, o MEC Livros centraliza o conteúdo em uma plataforma própria, em que a leitura pode ser feita de forma direta.
Como é formado o acervo?
A nova plataforma MEC Livros reúne um catálogo de quase 8 mil obras literárias. Com um modelo que mescla títulos de domínio público e lançamentos de mercado, a pasta projeta que apenas os títulos da categoria backlist possam alcançar 1,4 milhão de pessoas anualmente.
O catálogo é diversificado para atender a diferentes perfis de leitores:
-
Lançamentos e best-sellers: 1,2 mil títulos com previsão de 224 mil empréstimos por ano.
-
Backlist e longsellers: 3,6 mil títulos voltados para o consumo em larga escala.
-
Acesso Ilimitado: mil obras disponíveis para leitura simultânea sem restrições de empréstimo.
-
Domínio Público: 2 mil obras que passaram por modernização, sendo convertidas do formato PDF para ePub, garantindo uma leitura mais fluida em dispositivos móveis.
Para manter a expansão do acervo, o MEC firmou cooperação com a Fundação Biblioteca Nacional e mantém negociações avançadas com instituições de prestígio, como a ABL (Academia Brasileira de Letras) e a Edições Câmara.
Tecnologia e Inteligência Artificial
Um dos principais diferenciais da plataforma é a integração de um agente de IA (Inteligência Artificial). A ferramenta atua como um assistente personalizado, sugerindo leituras com base no perfil do usuário e sanando dúvidas sobre o catálogo.
O aplicativo conta ainda com recursos de gamificação e notificações automatizadas para estimular a constância do hábito de leitura.
Acessibilidade
Projetado para ser inclusivo, o MEC Livros oferece funcionalidades específicas para diferentes necessidades:
- Suporte para dislexia: opções de fontes e contrastes adaptados.
- Leitores de tela: compatibilidade total para pessoas com deficiência visual.
- Gestão de usuário: integração direta com o sistema gov.br, permitindo o acompanhamento do histórico de leitura por meio de um painel de controle individual.
Recorte educacional
Ainda segundo o Ministério, a curadoria técnica garante que o material seja adequado tanto para o uso educacional em salas de aula quanto para o lazer de leitores em geral.
Além de facilitar a interface de leitura, o governo federal busca reduzir as barreiras de acesso ao livro em áreas com pouca infraestrutura de bibliotecas físicas, criando uma rede de suporte digital para estudantes e educadores de todo o país.
Democratização da leitura
De acordo com a sexta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em outubro do ano passado, o país possui hoje mais “não leitores” do que pessoas habituadas ao livro: 53% da população não leu sequer uma obra nos últimos três meses.
Os dados, levantados pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ministério da Cultura, mostram um declínio persistente no interesse pela leitura na rotina do brasileiro. Atualmente, o Brasil contabiliza cerca de 93,4 milhões de leitores (47% da população), um recuo significativo em comparação a 2007, quando o índice era de 55%.
Mas, afinal, o que define um leitor?
Para a metodologia da pesquisa, é considerado leitor aquele que consumiu, ao menos em partes, um livro (físico ou digital) nos 90 dias anteriores ao levantamento.
Em meio ao crítico cenário de interesse pela leitura, a iniciativa, contemplada com o lançamento da plataforma, surge como um incentivo às políticas públicas de leitura, unindo a preservação do patrimônio literário à modernização tecnológica.
Informações da CNN Brasil
Foto: Reprodução/MEC Livros






