Post: Mercado de implementos rodoviários recua 10% no ano

Retração impacta os dois segmentos, mas o de pesados é o mais afetado

Por Roberto Hunoff

Foto Banco de Imagens, Divulgação

A indústria nacional de implementos rodoviários acumula nos cinco primeiros meses do ano uma redução de 10% nas vendas, somando 54.418 emplacamentos. O recuo é maior no segmento de reboques e semirreboques, de 12,8%, com total de 26.415 unidades entregues. Em leves, a baixa é de 7,25%, com 28 mil produtos vendidos.

No mês de maio, a linha leve registrou alta de 7% na comparação com abril, com 6.662 equipamentos comercializados. “Estamos diante de uma curva positiva consistente e mostra que as operações logísticas urbanas seguem aquecidas e demandando novos equipamentos”, analisa José Carlos Spricigo, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

Já o setor de pesados se manteve em queda. Foram emplacados 5.148 equipamentos, recuo de 7% sobre abril e 13% em relação a maio do ano passado. “As dificuldades no mercado de pesados são maiores porque as vendas dependem de condições de financiamento mais robustas, além de serem influenciados por fatores sazonais”, observa.

A entrada em operação do programa Move Brasil poderá servir de suporte para os negócios do setor, em especial para a venda de reboques e semirreboques. “A inclusão do setor na segunda fase do projeto é resultado do reconhecimento da importância do implemento rodoviário no vetor de transporte de cargas o país”, afirma Spricigo.

As vendas financiadas de implementos rodoviários no âmbito do programa terão juros de 11,3% ao ano. As condições de parcelamento são de 60 meses para empresas e até 120 meses para motoristas autônomos. O valor total disponibilizado será de R$ 21,2 bilhões. “O suporte é muito bem-vindo, mas é importante que outras medidas sejam tomadas de maneira a criar um ambiente de crescimento sustentável, favorecendo a produção e o desenvolvimento do Brasil”, acrescenta.

Entre as 14 famílias de pesados, apenas quatro apresentam resultado positivo no acumulado do ano. O melhor resultado é o do tanque inox, com alta de 25,7% e total de 225 entregas. Em alta também estão os modelos carrega-tudo, especiais e transporte de toras. O pior resultado, de 46%, se concentra no tanque carbono, com 1.354 unidades emplacadas. O graneleiro/carga seca, modelo mais vendido, acumula queda de 5,6%, com 5.132 veículos. O baú carga geral, com avanço de 6,7% e com 4.382 equipamentos vendidos, passa a ser o segundo no ranking, ultrapassando o basculante, que cedeu 8,5%, para 4.646 unidades.

No segmento de carrocerias sobre chassi, apenas uma família evolui em cinco meses. O baú lonado apura alta de 2,78%, com 185 unidades entregues. O pior resultado é o da betoneira, queda de 10,5% e 705 equipamentos. Principal item do segmento, o baú alumínio/frigorífico apresenta recuo de 4,46%, com 12.028 emplacamentos.

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