Condutor do veículo fugiu sem prestar socorro e foi preso em casa. Clarissa Felipetti e Fernanda Barros morreram no sábado (21), na RS-115. Isac Emanuel Ribeiro da Silva foi socorrido, mas morreu na terça-feira (24)
A Polícia Civil apurou que o motorista seguiu então em direção a Taquara, onde teria entrado em uma boate instalada próxima à divisa com Igrejinha. Conforme a investigação, ele chegou ao local às 4h24, deixando a boate às 5h24.
Logo após sair, o motorista teria voltado a acessar a rodovia em direção a Três Coroas. Minutos depois, segundo a polícia, aconteceu o atropelamento que tirou a vida dos três.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram o trio de ciclistas cerca de um minuto antes do atropelamento na RS‑115.
Quem eram as vítimas
O casal Isac e Clarissa deixa dois filhos: uma menina de oito e um menino de seis anos.
Clarissa Felipettii, 38 anos, era mais conhecida como Sissa. Formada em Educação Física e Publicidade e Propaganda, ela já havia trabalhado como assessora de imprensa na Prefeitura de Três Coroas e, atualmente, atuava como fotógrafa e no setor de marketing de uma empresa.
Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, era corretor de imóveis e sócio de uma imobiliária em Três Coroas. A empresa publicou uma nota de pesar lamentando o falecimento: “Isac foi um homem íntegro e generoso, pai exemplar, esposo dedicado e amigo leal. Sua partida deixa um vazio imenso em todos nós.”
Fernanda Mikaella da Silva Barros era natural de Minas Gerais e trabalhava em uma empresa calçadista da região. Em nota, a companhia lamentou a perda.
“Fernanda não era apenas uma profissional dedicada e comprometida, ela era verdadeiramente parte da nossa família. Com seu jeito doce, seu sorriso sempre presente e sua disposição em ajudar, marcou a vida de todos”, diz o comunicado.
O que diz a defesa do suspeito
“Em razão dos recentes acontecimentos e da ampla repercussão do caso envolvendo meu cliente, venho, na qualidade de sua advogada, esclarecer que a defesa está comprometida em assegurar que todos os fatos sejam apurados de forma justa, técnica e dentro dos limites da lei, na tentativa de afastar qualquer tipo de dolo.
Manifesto meu mais profundo respeito e solidariedade às famílias das vítimas Sissa e Fernanda neste momento de dor irreparável, reconhecendo a gravidade do ocorrido e, afirmo que estou em orações pela recuperação do Isac. Ressalto, contudo, que o processo judicial é o espaço legítimo para a análise das circunstâncias, das provas e das responsabilidades, garantindo-se o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório.
Reitero que qualquer julgamento precipitado, antes da conclusão das investigações, pode comprometer a busca pela verdade real e a aplicação correta da justiça. A defesa seguirá colaborando com as autoridades competentes para o pleno esclarecimento dos fatos.
Camila Schmorantz
OAB/RS 104.766″
Informações do Portal G1 RS
Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal







