Carro vermelho aparece entrando na residência às 20h34 de 24 de janeiro, data em que a mulher foi vista pela última vez. Oito minutos depois, o automóvel deixa a casa. Pais dela também estão desaparecidos
A Polícia Civil está fazendo uma força-tarefa para tentar localizar o veículo visto em 24 de janeiro na casa onde vivia Silvana Germann de Aguiar, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ela é filha do casal de idosos Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar. Os três estão desaparecidos há mais de um mês.
De acordo com o delegado Anderson Spier, a consulta à base de dados do Detran indicou 6 mil automóveis emplacados no Rio Grande do Sul com o mesmo modelo e cor. Todos os carros serão fiscalizados, segundo Spier.
“Foram 6 mil Fox vermelhos emplacados no RS. Estamos fazendo isso agora: checando todos os veículos, um a um, para verificar se preenchem as características do veículo que a gente vê nas imagens”, esclarece o delegado.
Nas imagens, o carro vermelho aparece entrando na residência de Silvana às 20h34, no último dia em que ela foi vista. Oito minutos depois, o automóvel deixa a casa.
A polícia acredita que a localização do veículo pode contribuir para o esclarecimento da dinâmica dos fatos.
Pedido de prorrogação de prisão
O prazo da prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento no desaparecimento da família Aguiar, termina na próxima semana. O homem foi preso no dia 10 de fevereiro, com duração de 30 dias.
O delegado Anderson Spier confirmou à reportagem que vai pedir a prorrogação da prisão temporária de Cristiano.
“Em razão de ainda termos muitos dados para analisar e muitas informações importantes que precisam chegar para complementar as diligências, nós iremos provavelmente pedir a prorrogação da prisão temporária. Ainda esta semana”, explica o delegado.
O advogado Jeverson Barcellos sustenta que Cristiano é inocente. “Sobre a renovação [da prisão temporária], buscaremos em juízo para que não seja deferida, entendo que o tempo decorrido, sua condição de funcionário público sem qualquer antecedente, não deve ser utilizado em seu desfavor”, alega.
O suspeito é ex-marido de Silvana. Por já ter se passado mais de um mês, a polícia praticamente descarta encontrar a família com vida. A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que se trata de feminicídio (contra Silvana), duplo homicídio (pais) e ocultação de cadáveres.
A polícia já ouviu mais de 30 pessoas e defende que Cristiano é o único suspeito. A relação dele com a ex é descrita como conturbada pelo delegado, principalmente por divergências sobre a criação do filho de ambos.







