Objetivo da cooperação é para prevenção, conscientização, acolhimento e enfrentamento, para ampliar o diálogo dentro do universo tradicionalista
Com o objetivo de promover ações integradas de prevenção, conscientização, acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher no âmbito do tradicionalismo gaúcho, um Termo de Cooperação foi firmado nesta sexta-feira entre o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). A assinatura ocorreu nesta tarde na Praça Marechal Deodoro da Fonseca, com a presença de autoridades, precedida de apresentações e recitação de poemas relacionados à temática.
O foco da cooperação institucional e cultural é de estabelecer ações integradas de prevenção e conscientização a acolhimento e enfrentamento, ampliando o diálogo e atuação conjunta dentro do universo tradicionalista e estimulando ambientes mais seguros, respeitosos e acolhedores para as mulheres.
Entre as principais ações, está acapacitação de lideranças tradicionalistas dos CTGs. “Para que eles entendam de que forma podem acolher e encaminhar eventuais vítimas que sejam participantes daquela comunidade e venham a pedir ajuda e conselho. Saberem quais são os canais de apoio, qual o encaminhamento que tem que ser dado”, explica Ivana Battaglin, promotora de Justiça coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do MPRS (CAOEVCM). As capacitações serão feitas de forma online.
Outra ação prática envolve a elaboração de um concurso artístico de poesia, declamação e música, com o tema do enfrentamento da violência contra a mulher. “Eles é que podem mudar a realidade que a gente vive. As próximas próximas gerações é que podem vir realmente a fazer uma mudança, e é uma mudança cultural. Se essa cultura for uma cultura de paz, uma cultura de respeito, uma cultura de igualdade, a gente vai conseguir”, afirma.
Em 2024, a gestão de prendas e peões do Rio Grande do Sul apresentou, no Congresso Tradicionalista, a proposta de tratar do combate à violência contra a mulher no estado, conta a primeira prenda do Estado, Laura Durli. “Justamente pensando em ultrapassarmos esse campo das ideias e atingirmos medidas efetivas, que realmente façam a diferença na vida de meninas, mulheres que, por vezes, estão passando por uma situação de violência”. O movimento quis buscar o apoio do Ministério Público como instituição consolidada que desenvolve ações voltadas à proteção das mulheres.
Laura destaca que, dentro do CTGs, há pessoas de diferentes idades, e defende que as lideranças devem ser capacitadas para lidar com o tema.
“A gente pode fazer diferença através de projetos educativos, de campanhas de conscientização, ensinando os nossos meninos sobre limites, sobre os direitos das mulheres e também ensinando as nossas meninas sobre todos seus direitos e que jamais um ato de violência pode ser visto como um ato de amor”, disse.
Informações do Correio do Povo
Foto: Alina Souza







