Uma testemunha também relatou às autoridades ter sofrido assédio durante uma consulta. Caso aconteceu em Parobé
A Justiça determinou o afastamento de um médico de 43 anos em Parobé, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele é suspeito de violência sexual contra uma colega de trabalho.
O homem, que não teve o nome revelado, não pode frequentar as unidades básicas de saúde do município e deve permanecer a uma distância mínima de 200 metros da vítima. Em caso de descumprimento, ele pode ser preso preventivamente.
A mulher fez o registro na Polícia Civil na semana passada e relatou que, inicialmente, o assédio era verbal, mas que depois o médico da UBS fez contato físico, tentando inclusive beijá-la.
Conforme a decisão do juiz Thomas Vinícius Schons, da 2ª Vara Judicial, não há qualquer indício de motivação para uma falsa incriminação.
“A situação narrada é perturbadora e indica não apenas inaceitável violação à dignidade sexual da vítima, mas real e concreto risco de violação a todas as usuárias do sistema público de saúde do Município de Parobé, consignando-se que os relatos indicam conduta reiterada e verdadeira utilização da função pública para a prática de abusos sexuais”, destaca.
De acordo com o juiz, além do possível crime contra a colega, uma testemunha contou ter sofrido assédio durante uma consulta. “As declarações corroboram os indícios das práticas violadoras pelo agressor”, afirma.







