Advogado diz que Cristiano Domingues Francisco reitera inocência
O advogado do policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de participação no desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, estima ter reunido oito testemunhas em sua defesa. Conforme Jeverson Barcellos, as oitivas devem começar na semana que vem, apontando que nos dias 24 e 25 de janeiro, quando as vítimas sumiram, seu cliente estava em compromissos pessoais. Ele segue preso temporariamente.
As vítimas são Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, ex-esposa do PM, com quem ele tem um filho de nove anos, e os pais dela, Isail Vieira e Dalmira Germann de Aguiar, respectivamente 69 e 70 anos. O investigado nega qualquer envolvimento no ocorrido, diz a defesa.
Segundo Jeverson Barcellos, no período dos desaparecimentos, o PM estaria ao lado de sua atual companheira, com quem é casado desde 2022, e de seu filho do antigo relacionamento. “Vamos reunir cerca de oito pessoas, entre amigos e conhecidos, no intuito de comprovar que ele estava em outros locais nas referidas datas. Em uma das ocasiões, Cristiano acompanhava seu filho em uma festa infantil. Noutra, estava em um bar com sua esposa”, pontua.
O advogado permanece sem acesso aos autos. Ele garante que Cristiano e sua companheira cooperam com a investigação, mas evita opinar sobre o motivo da dupla não ter fornecido as senhas de seus celulares apreendidos na Polícia Civil. “Não tenho como me posicionar, pois não falei com eles sobre isso”, afirma.
O filho de Cristiano está sob os cuidados da avó paterna. Quinze dias antes de desaparecer, Silvana procurou o Conselho Tutelar, relatando que o menino teria intolerância à lactose e que Cristiano ofereceria alimentos fora de sua dieta. A família do homem alega não saber de tais restrições e, também, teria laudo contestando tal diagnóstico.







