Post: Defesa de PM suspeito do desaparecimento de família em Cachoeirinha rebate alegações de motivação financeira

Cristiano Domingues Francisco nega participação no sumiço das vítimas

 

defesa do policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, reafirma que ele nega qualquer participação no sumiço da ex-esposa Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail e Dalmira de Aguiar, respectivamente 69 e 70 anos, no final de janeiro em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. O advogado Jeverson Barcelos ainda rebate alegações de possível crime com motivação financeira envolvendo seu cliente.

De acordo com a Polícia Civil, desentendimentos ligados ao filho de nove anos do casal supostamente teriam sido a causa dos desaparecimentos. A separação de Cristiano e Silvana ocorreu pouco após o nascimento do menino, mas a 2ª DP de Cachoeirinha aponta que a dupla mantinha atritos.

O inquérito cita que Silvana procurou o Conselho Tutelar, relatando que a criança teria intolerância à lactose e que o ex ofereceria ao filho alimentos impróprios, o que a família do PM nega, afirmando ter laudo médico que comprovaria inexistência de tais restrições. A mulher sumiu 15 dias após a denúncia.

A investigação não descarta que disputas patrimoniais poderiam ser outro elemento do caso, pois as vítimas tinham um minimercado no bairro Vila Anair, em Cachoerinha, além de imóveis alugados na região. Entretanto, o advogado do PM destaca que a família do cliente também tem posses, na cidade e em Gravataí, rebatendo a tese de crime financeiro.

“Alegar motivação financeira, por óbvio, é mera especulação dissociada de qualquer realidade”, afirma Barcellos, criticando as diligências na casa da mãe do PM, que está com a guarda do neto. “Foi apreendido um computador que era utilizado pelo menino, em jogos online. Considerando que o vídeo game da criança e outro notebook já tinham sido apreendidos anteriormente, isso causa estranheza.”

Barcellos diz que está sem acesso aos autos, adicionando que houve irregularidades no cumprimento das buscas. “A defesa não tem qualquer acesso aos pedidos e decisões vinculados às ordens de apreensão. Somado a isso, a autoridade e seus agentes não apresentam os mandados nas residências, apenas referem existir. Resta somente aguardar o final do inquérito, para que se possa combater eventuais arbitrariedades e nulidades”, ressalta o advogado.

Informações do Correio do Povo

Foto: Rodrigo Thiel / Especial / CP

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