Ulisses Guimarães costumava dizer que política é como nuvem: ela muda de posição a todo momento. Então convém ter muita cautela pois ainda faltam sete meses para a eleição. Neste tempo, os partidos podem fazer movimentos de acordo com o quadro eleitoral, mas três coisas são certas: os políticos vão ter o maior volume de dinheiro público da história para gastar em campanha. O fundo eleitoral será de R$4,9 bi. Também vamos bater outro recorde: serão 30 partidos. Uma verdadeira sopa de letrinhas. Imagino a dificuldade de um eleitor em saber a diferença entre uma e outra agremiação. E numa realidade política completamente polarizada, a tecnologia da inteligência artificial deve confundir ainda mais a cabeça do eleitor. Some-se a isso o comportamento dos políticos recentemente aprovando a PEC da blindagem e os gastos públicos em verbas de gabinete e aumento de salários de servidores do Congresso, passando a impressão de inverteram a lógica da política, que é servir ao povo. Não surpreende que o índice de abstenção venha subindo a cada pleito. Enquanto eles querem acabar com o “inimigo” que o rival, a maioria dos eleitores quer paz. Daí também minha decepção com a política.

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