A Festa da Uva desperta em mim momentos marcantes das três fases da minha vida. Quando criança, era levado pelos meus pais aos pavilhões e aos desfiles na Sinimbú. Na adolescência, ia com minha turma de amigos. Em 1996, já atuando na Rádio Caxias fui designado para ser o repórter da festa. Foi minha primeira cobertura de um evento. Fazia boletins diários para a rádio. Dois momentos marcantes não saem da minha mente. O primeiro, foi um reportagem cujo os entrevistados eram visitantes de outras partes do estado destacando como o caxiense valoriza sua cultura. No último dia da festa, houve uma série de shows musicais, o derradeiro foi da banda Mamonas Assassinas. Infelizmente, alguns dias depois, o avião em que eles estavam caiu. Todos morreram. Uns anos depois, na Rádio Gaúcha, fui enviado várias vezes para Caxias para fazer reportagens. Em 2012, já como âncora do programa Gaúcha Atualidade, fiz a transmissão da abertura da Festa da Uva pelas ondas da maior emissora do estado. Ser um divulgador da nossa festa me rendeu frutos. No mesmo ano, sob a gestão do prefeito Alceu Barbosa Velho, fui nomeado Embaixador do Turismo de Caxias. Também fui convidado duas vezes para integrar o júri que escolheu a rainha e as princesas. Ao longo de todos esses anos, a festa mudou muito, mas nunca perdeu sua essência: valorizar nossa cultura.

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